M. LICORES

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LICORES FINOS DE QUALIDADE

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

BRASIL E O BAIXO DESEMPENHO NA AVALIAÇÃO PISA 2018

 

ARTIGO DE OPINIÃO

 

TÍTULO: BRASIL E O BAIXO DESEMPENHO NA AVALIAÇÃO PISA

 

    O baixo desempenho do Brasil na prova PISA 2018, não é por falta de investimento na educação e sim por falta de gestão dos recursos oriundos do MEC.

    No último levantamento, que foi realizado em 78 países, indicou que quase 70% dos estudantes brasileiros com 15 anos, não conseguiram um bom desempenho na avaliação em Linguagens, Matemática e Ciências.

    O baixo desempenho no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) mostrou que o Brasil está muito longe de alcançar uma educação e qualidade. Estamos entre os piores índices da América do Sul e do mundo. Na leitura estamos na posição 59º, na matemática estamos em 72º e em Ciências estamos em 67º. Isso em 78 países avaliados.

Se compararmos os investimentos do governo federal em 2009 e 2018. Esses investimentos foram de 18 bilhões para 39 bilhões, tendo assim um aumento de mais de 100% em nove anos, sendo um aumento bem significativo.

Então não é por falta de investimento e não temos como piorar, pois estamos já nas últimas posições no ranking.

A avaliação mostrou que 50% dos jovens brasileiros que concluíram o ensino médio estão dois anos e meio atrás de países da OCDE, sendo que, alguns países participantes da OCDE têm investimentos inferiores aos do Brasil.

Os países que mais investem em educação é a Finlândia, Japão, Suécia e Correia do Sul. O
    Brasil investe muito, o problema é que a população brasileira é muito maior que a desses países, dessa forma o valor por aluno fica pequeno em relação aos
líderes do ranking.

    No ano de 2012 foi investido 4,7% do PIB. Quando é observado o investimento por aluno, o Brasil está muito longe das primeiras posições. Sendo que nesses países o valor por aluno chega em torno de 9.000 dólares e no Brasil apenas 3.000 dólares por ano.

    Outro problema é que os gastos públicos no Brasil não são feitos de forma correta, aí está o grande entrave para chegarmos aos índices adequados da OCDE.

    Temos ainda esperanças, pois as escolas particulares e federais estão acima da média da OCDE, e as públicas estaduais e municipais estão muito abaixo.

    A região nordeste está com a pior média. Assim podemos refletir por mais que os investimentos por aluno no Brasil seja menor que os de países que lideram o ranking, ainda temos alguns exemplos de bons resultados e como vimos anteriormente o problema não é o investimento e sim como esse investimento está sendo utilizado pelos governadores e prefeitos.

    Sendo que nos estados e municípios os recursos não são investidos de forma correta e ainda um ponto relevante é os desvios de recursos pelos gestores municipais e estaduais.

    Assim, uma boa opção para a melhoria desses indicadores é aumentar as instituições federais de ensino médio, como escolas cívico-militares e o ensino médio nos institutos federais e também escolas de ensino médio em tempo integral. Desta forma, nas próximas avaliações o Brasil pode melhorar no ranking.

  

DADOS DA ÚLTIMA PROVA PISA


Infográfico preparado pela equipe do MEC com dados do Pisa e da pasta (Arte: ACS/MEC)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

www.portal.mec.gov.br/ultimasnoticias        Acesso em 27/09/2020 ás 9:00

www.canaldoensino.com.br             Acesso em 27/09/2020 ás 9:40

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