M. LICORES

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LICORES FINOS DE QUALIDADE

sexta-feira, 30 de maio de 2014

O PERIGO DAS DIETAS MALUCAS


Dietas malucas e com restrições podem oferecer riscos   para a saúde

Grande parte das pessoas quer emagrecer e muitas fazem de tudo para isso, ingerem mais líquido, comem alpiste ou abacaxi todos os dias, colocam limão na comida, entre diversas outras medidas. Mas é preciso tomar cuidado com dietas radicais que prometem a perda de peso rápida, como alerta o endocrinologista Alfredo Halpern.

Segundo o médico, em curto prazo, essas dietas podem até emagrecer, mas geralmente as pessoas não conseguem manter o peso. Além disso, elas costumam ser deficientes em nutrientes, o que pode fazer mal à saúde.

Segundo o endocrinologista uma alimentação inadequada e pobre em nutrientes ou em pouca quantidade, pode levar também a uma queda de açúcar no sangue (hipoglicemia) e a sintomas que representam a falta de energia para o funcionamento do organismo.

A falta de um nutriente pode aumentar o risco, por exemplo, de a pessoa extrapolar e ter um ataque de gula porque está cansada da dieta monótona. Isso pode fazer com que ela coma muito e volte a ganhar o peso que perdeu, como acrescentou a nutricionista. A dica principal, portanto, é procurar um nutricionista ou um médico para começar uma reeducação alimentar e perder peso de um jeito saudável.

A Doutora e nutricionista Rachel Francisch alerta também que há o risco ainda de a pessoa começar a ter sintomas, passar mal e até desenvolver um transtorno alimentar ou alguma compulsão por causa das restrições que essas dietas muito rigorosas propõem.





 

GORDURAS AUMENTA A SACIEDADE.




GORDURAS AUMENTAM A SACIEDADE E NÃO DEVEM SER RETIRADAS DA DIETA

 
As prateleiras de farmácias e lojas de produtos naturais foram invadidas por gorduras, seja em cápsulas ou óleo, com várias alegações de benefícios à saúde, além é claro, do poder emagrecedor.

Entre as vedetes há o ômega 3, óleo de linhaça, óleo de cártamo, óleo de gergelim e até mesmo o óleo de coco, que  ganham  cada vez mais espaço na vida das pessoas. Já a gordura natural do alimento segue um caminho absolutamente inverso.

São as primeiras a sair do cardápio de quem pretende perder peso ou adotar um estilo de vida mais saudável, deixando de fazer parte da vida das pessoas. Um comportamento controverso e talvez possa ser explicado pela dificuldade de entender os diferentes tipos de gordura.

As gorduras são realmente intrigantes. Apesar de gorduras, são distintas umas das outras em suas composições. As gorduras saturadas são sabidamente deletérias e estão associadas ao aumento de doenças cardiovasculares. Já as gorduras insaturadas fazem o papel de guardião, protegem o coração e previnem de outros processos inflamatórios. Essa distinção de tipos de gorduras pode ser o fator que contribuiu para o aumento do uso de suplemento e promoveu a redução de gordura no prato de refeição. Aparentemente ficou mais fácil tomar uma cápsula do que ficar atento à gordura dos alimentos. Mas as aparências podem enganar.

Nenhum suplemento deve substituir as gorduras do cardápio. Primeiro é preciso esclarecer que eles não são capazes de gerar perda de peso. Além disso, alguns podem até ser deletérios, como é o caso do óleo de coco, que aumenta o colesterol. As demais são realmente boas gorduras, mas elas devem fazer parte da alimentação cotidiana e, exceto raras exceções, poderão ser utilizadas como suplementos alimentares.

As gorduras alimentares devem continuar no cardápio. Apesar das associações negativas e de seu elevado teor calórico, retirar as gorduras da alimentação é um erro. Mesmo para quem precisa perder peso. Toda alimentação saudável e balanceada deve conter 30% do teor calórico total da dieta em gorduras. Essa recomendação se baseia nas importantes funções das gorduras para a saúde humana. Elas são fundamentais no processo de produção dos hormônios, no transporte de vitaminas, além disto, são componentes das membranas celulares, participam da função imunológica e anti-inflamatória, aumentam o poder de saciedade e a palatabilidade dos alimentos.

Fica muito mais fácil perder peso quando o cardápio a ser seguido é gostoso. Ninguém consegue seguir um plano alimentar monótono por muito tempo. Exatamente por isso é muito importante preservar as gorduras na dieta. Ganha-se em sabor, prolonga-se o tempo de tratamento e permite o alcance do peso ideal e sua manutenção. Outro ponto, é que sem a contribuição de saciedade promovida por esse nutriente, não é possível controlar a fome, levando ao consumo ainda maior de fontes de carboidratos (pães, bolachas, arroz e batatas), impossibilitando a perda de peso e/ou trazendo outros riscos à saúde.

Quando se escolhe um suplemento de gordura não se alcança resposta de saciedade e não há melhora do sabor dos alimentos. Ainda que haja benefícios, perde-se funções importantes para o equilíbrio nutricional. Além disso, ao escolher um alimento rico em gorduras insaturadas, não se escolhe um único tipo de gordura, como ômega 3, por exemplo, outras gorduras do bem estão no mesmo alimento, potencializando seu efeito protetor.

As gorduras protetoras ou insaturadas são divididas em dois grupos: monoinsaturada e poliinsaturada. As primeiras são encontradas principalmente em alimentos de origem vegetal como azeite e oliva, óleo de canola, óleo de gergelim, abacate, nozes e castanhas. Os óleos podem ser utilizados no preparo de comidas básicas como arroz e feijão e no tempero de folhas e legumes. As poliinsaturadas estão presentes nos peixes de água fria e também em óleo vegetais e castanhas.

Para facilitar o entendimento para o consumo das gorduras, é importante saber que o equilíbrio pode ocorrer natural e espontaneamente ao substituir as carnes vermelhas - ricas em gorduras saturadas - por peixe. Esse é um processo que não deixa brecha para erros nutricionais, a conduta é simples. Essa conduta não significa abolir o consumo de carnes vermelhas, mas sim comer mais vezes na semana o peixe. Outra questão importante a esclarecer é que ao contrário do que muitos pensam, os óleos vegetais devem continuar participando do preparo de todas as refeições. Cozinhar com óleo é saudável, podendo ser o óleo de soja, milho, girassol ou canola! O cuidado, como em todos os grupos alimentares, é o controle da porção.

Outros fatores podem estar por traz ao crescente interesse dos suplementos de gorduras em cápsulas e óleos, mas a grande verdade é que, ainda, ninguém conseguiu demonstrar proteção superior àquela que um bom prato de comida, colorido, variado e gostoso pode trazer!


ADOÇANTE PODE ESTIMULAR A OBESIDADE



Estudos diz que adoçante pode estimular a obesidade

 
Um estudo recente da Universidade de Purdue, Indiana (EUA) e divulgado na revista “Trends in Endocrinology & Metabolism”, descobriu que o adoçante pode estar diretamente ligado a casos de obesidade.

De acordo com a pesquisa, ao ingerir altas doses deste produto, o cérebro entende que há doce entrando no organismo e, o fato de os produtos adoçados não provocarem queima de calorias, faz o corpo ativar o mecanismo de conservação de energia - o que influencia no ganho de peso. Sacarina, aspartarme e sucralose presentes no produto também podem ter efeitos nocivos.

Açúcar x Adoçantes 

Segundo a nutricionista Marina Favalli Branco, docente da disciplina de Terapia Nutricional da UnG, isto ainda não torna o açúcar a melhor opção, já que há estudos fundamentados que relacionam o seu consumo com o desencadeamento de obesidade, resistência insulínica e diabetes.

Em contrapartida, outros estudos indicam os benefícios do uso de adoçantes no controle do peso, o que faz com que a pesquisa deva ser vista com cautela, uma vez que ainda não foi reproduzida em humanos e seus dados são inconsistentes para se aplicar à população.

Ação do adoçante no nosso corpo 

Marina Favalli explica que uma das hipóteses da pesquisa aponta para a falta de estimulação da fase cefálica da digestão, antes do alimento chegar ao estômago, sendo um fator de risco para a obesidade.
Outro fator seria o de que os adoçantes diminuem a sensibilidade, a insulina e ainda favorecem o depósito de gordura no corpo, dificultando a quebra do mesmo.
Além disso, eles teriam menor poder de saciedade, aumentando o consumo energético. Segundo o nutricionista Danilo Balu (USP) ratos alimentados com bebidas adocicadas artificialmente começam a comer mais por ingerir menos calorias.

Qual a melhor opção para adoçar as bebidas? 

“A melhor alternativa seria não utilizar nem o açúcar e nem o adoçante, o que é bem difícil, já que o nosso paladar dificilmente se adapta a falta do sabor doce, pelo próprio hábito criado desde a infância”, explica Marina.

Açúcar mascavo

Por não passar pela etapa de refinamento, ele conserva o cálcio, o ferro e os sais minerais. Mas não se engane: de acordo com Danilo Balu, o açúcar mascavo não é uma boa opção, pois “ao contrário do divulgado, a quantidade de vitaminas é muito baixa para ser levada em consideração”.

Mel 

Segundo Marina, o mel é uma boa opção. "Porém apresenta um poder edulcorante menor, então para adoçar uma bebida é necessário usá-lo em maior quantidade, representando um alto consumo calórico".

Reduzir a quantidade de açúcar ou adoçante aos poucos é uma boa alternativa para quem deseja parar de consumir estas substâncias.
Enquanto isso, “a melhor opção é sempre o bom senso, tanto no uso de adoçante, quanto no de açúcar, já que o excesso de qualquer um deles pode ser prejudicial”, finaliza Marina Favalli.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

A OBESIDA NO BRASIL.



Números da Obesidade no Brasil


Recentemente, o Ministério da Saúde divulgou uma pesquisa que revela que quase metade da população brasileira está acima do peso. Segundo o estudo, 42,7% da população estavam acima do peso no ano de 2006. Em 2011, esse número passou para 48,5%. O levantamento é da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), e os dados foram coletados em 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.


De acordo com a Dra. Rosana Radominski, presidente do Departamento de Obesidade da SBEM, os novos resultados não são novidade, se comparados com os de 2010. “O dado agravante é o aumento de mais de 0,5% do excesso de peso e da obesidade em um ano. Isso é alarmante, se formos extrapolar os dados para os próximos dez anos”, alerta a especialista.
O estudo também revelou que o sobrepeso é maior entre os homens. 52,6% deles está acima do peso ideal. Entre as mulheres, esse valor é de 44,7%. A pesquisa também diz que o excesso de peso nos homens começa na juventude: na idade de 18 a 24 anos, 29,4% já estão acima do peso; entre 25 e 34 anos são 55%; e  entre 34 e 65 anos esse número sobe para 63%.
Já entre as mulheres, 25,4% apresentam sobrepeso entre 18 e 24 anos; 39,9% entre 25 e 34 anos; e, entre 45 e 54 anos, o valor mais que dobra, se comparando com a juventude, passando para 55,9%. De acordo com Dra. Rosana, as mulheres por natureza têm maior adiposidade e menor massa muscular do que os homens e estas alterações são hormônio - dependente (estrogênios x testosterona). Já os homens têm maior tendência à adiposidade visceral (gordura abdominal), mesmo quando em sobrepeso. “Isto é tão ou mais preocupante que o aumento de peso nas mulheres, já que é fato a relação da obesidade visceral e doenças cardiovasculares, diabetes, dislipidemias e alta mortalidade”, alerta a médica. A especialista ainda cita dos prejuízos que esse aumento pode representar para saúde de um modo geral e para a qualidade de vida da população. “No Brasil não existem dados concretos publicados sobre os custos diretos e indiretos relacionados à obesidade e suas complicações, mas tomando como exemplo o que acontece em países como os Estados Unidos, estes custos que já são altíssimos, e tendem a ficar ainda maiores”, explica.
Dra. Rosana comenta também que o governo brasileiro está começando a se preocupar com essa questão, tanto que em março foi divulgado um programa de combate e prevenção às doenças crônicas e um projeto para prevenção de obesidade. “Esperamos que estes programas tenham continuidade e sejam duradouros, porque os resultados levam anos para aparecer. Nos Estados Unidos, campanhas contra obesidade infantil que foram iniciadas há cinco anos, só começam a dar tímidos resultados agora”, explica endocrinologista.
A Alimentação do Brasileiro
A pesquisa do Ministério da Saúde revela também que 34,6% dos brasileiros comem em excesso carnes com gordura e mais da metade da população (56,9%) bebe leite integral regularmente, tornando esse fator um dos principais responsáveis do excesso de peso e da obesidade no Brasil. Além disso, 29,8% dos brasileiros consumem refrigerantes pelo menos cinco vezes por semana. Por outro lado, apenas 20,2% ingerem a quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde de cinco ou mais porções por dia de frutas e hortaliças.
“Os hábitos alimentares do brasileiro não mudam, comemos poucas frutas e verduras desde sempre. Nós não estamos comendo menos frutas e vegetais hoje do que há anos atrás. Da mesma forma que a carne gordurosa é a preferência nacional há muito tempo. O que tem mudado ao longo dos anos é o aumento do consumo de alimentos refinados, industrializados e produtos "prontos" para uso com alto teor calórico”, diz a Dra. Rosana.
O levantamento mostra, também, que apesar de "comerem mal", os homens se exercitam mais do que as mulheres: 39,6% dos homens fazem exercícios com regularidade e entre as mulheres, a frequência é de 22,4%. O percentual de homens sedentários no Brasil passou de 16% em 2009 para 14,1% em 2011.
De acordo com o Ministério da Saúde, o sedentarismo aumenta com a idade. Entre homens entre 18 e 24 anos, 60,1% praticam exercícios. Esse percentual reduz para menos da metade aos 65 anos (27,5%). Entre mulheres de 25 a 45 anos, 24,6% se exercitam regularmente. A proporção é de apenas 18,9% entre mulheres com mais de 65 anos.
“Apesar dos números, o sedentarismo no Brasil não diminuiu muito, se analisarmos os dados anteriores fica difícil essa conclusão. O fato dos homens usarem seu tempo de lazer fazendo atividade física também é cultural, isso não quer dizer que façam exercícios regularmente. A atividade física é igual entre os sexos, mas o tempo na frente da TV é maior entre os homens. As mulheres com maior escolaridade são as mais conscientes dos problemas relacionados ao peso e procuram fazer atividades programadas”, conclui a especialista.
Os Números nas Capitais
Segundo o Ministério da Saúde, Porto Alegre é a capital que possui a maior quantidade de pessoas com excesso de peso (55,4%), seguida por Fortaleza (53,7) e Maceió (53,1). Já na lista das capitais que possuem o menor índice de pessoas com sobrepeso estão São Luís (39,8%), Palmas (40,3%), Teresina (44,5%) e Aracaju (44,5%). São Paulo apresenta 47,9% de pessoas com excesso de peso. A proporção no Rio de Janeiro é de 49,6%, e no Distrito Federal é de 49,1%.
Já a capital com mais obesos é Macapá (21,4%), seguida por Porto Alegre (19,6%), Natal (18,5%) e Fortaleza (18,4%). As capitais com menor quantidade de obesos são: Palmas (12,5%), Teresina (12,8) e São Luís (12,9%).
Em São Paulo, a proporção de obesos é de 15,5%, no Rio de Janeiro é percentual é de 16,5% e no Distrito Federal os obesos representam 15% da população.

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