M. LICORES

M. LICORES
LICORES FINOS DE QUALIDADE

domingo, 26 de dezembro de 2010

Musculação na adolescência ajuda do crescimento

Algumas pessoas pensam que a musculação na adolescência atrapalha o crescimento dos adolescentes, porém é totalmente ao contrário, se os exercícios forem acompanhados de um profissional e feitos corretamente, (sem exagero é claro) o adolescente vai continuar crescendo, e ainda com mais resistência e fortalecimento.

A partir dos 15 anos é totalmente aconselhável que os adolescentes façam musculação, pois evitam a obesidade, o sedentarismo, e outros problemas de saúde, além é claro de preservar a beleza e um corpo belo e atraente.

Fazendo musculação a partir da adolescência, o jovem já cresce com mais força, com mais resistência para o dia-a-dia, mais flexibilidade, e força. Mas lembrando que a carga excessiva de peso não pode prejudicial, pois como o corpo ainda está em crescimento, fazer muita força pode prejudicar o crescimento muscular e ósseo. Mas se um profissional da área de Educação Física estiver por perto, ele não permitira treinos fortes de hipertrofia.

É bom tomar suplementos

Pessoas que praticam esportes, fazem musculação e academia, ou praticam qualquer tipo de exercício físico, geralmente se perguntam se tomar suplemento é bom. Se fosse algo ruim, o mesmo não existiria, porém existem pessoas que não seria muito bom tomar, principalmente aquelas que praticam por desejar emagrecer. Suplementos além de dar mais disposição também proporcionam mais massa, ajudando o músculo crescer, ajudando na hipertrofia.

Então se seu treino é apenas para emagrecer ou definir, seria melhor apenas levar uma boa alimentação, e não utilizar suplementos. Já para quem precisa engordar um pouco, porém nos lugares certos, e de massa muscular, suplementos são super recomendados. Homens são os que mais procuram por suplementos, porém mulheres também podem tomar, se a mesma desejar.

O importante é que antes de ingerir qualquer tipo de suplemento, seja ele de pílula, liquido ou pó, você consulte com um nutricionista para te avaliar, e passar um suplemento que não te dê alergias, reações e nem problemas hormonais. E lembrando que não há ninguém mais qualificado para lhe indicar um suplemento, do que um nutricionista.

E cuidado, suplementos aumentam o volume da massa muscular, porém se você não praticar nenhum exercício físico, você pode facilmente engordar e criar massa em lugar não desejados.

Como adquirir massa muscular nos lugares certos

Se você deseja engordar nos lugares certos, ou seja, ganhar massa apenas nos lugares onde está faltando, veja abaixo como isso é possível. As mulheres se preocupam em ganhar bumbum, coxa e seio. Já os homens, pensam mais em se encorpar, crescer, tanto nos braços como nas pernas também.

É claro que não são todas as pessoas que pensam, agem ou desejam da mesma forma, mas a grande maioria sempre deseja o mesmo, então as dicas abaixo são para a maioria das pessoas magras que desejam encorpar.

Se você também é uma pessoa muito magra, seja você leitor do sexo masculino ou do sexo feminino, saiba que existem sim, maneiras para engordar apenas nos lugares certos, e para que isso aconteça, basta comer as coisas certas acompanhadas de alguns exercícios físicos.
Talvez você pense que as atividades físicas servem apenas para emagrecer, perder peso e acabar com as gordurinhas localizadas, mas não é só nisso que se resume uma atividade ou exercício físico, mas também em ganhar massa muscular. Sendo assim você pode em uma academia, por exemplo, fazer apenas a parte de musculação, evitando os exercícios aeróbicos, já que você é uma pessoa magra.

Mas, o importante é ter em mente que você não deve comer tudo o que vê pela frente para engordar, muito pelo contrário, você deve procurar um nutricionista e pedir para que ele monte para você uma boa dieta para que você possa engordar com saúde, na quantidade, tempo e maneira correta.

Como ganhar massa muscular rapidamente

Para tudo tem o seu tempo, e com a musculação também. Não será de uma hora pra outra que você conseguirá crescer e ficar com um corpo bem tonificado, precisará de tempo e muita força de vontade. É claro que existem maneiras que ajudam a evoluir seu corpo da maneira como você deseja, e com que faz o corpo criar massa muscular mais rapidamente, porém você precisará de muita força de vontade, e posicionamento.

O primeiro passo a tomar é procurar o profissional da academia e pedir o treino desejado, ou de definição ou de hipertrofia e então se dedicar de corpo e alma ao mesmo. Também mude sua alimentação! Exclua todos os alimentos que podem prejudicar seu evoluir na musculação. Pense bem, é melhor tem minutos de felicidade com uma barra de chocolate ou a vida inteira com um corpo invejável que todos sonham em ter?

Agora a decisão é sua, dedique-se ao seu treino, realize com garra e força de vontade, e perceba que os resultados serão ótimos, mesmo que sejam demorados.

Como emagrecer e ganhar massa muscular

Muitas pessoas principalmente os homens se dedicam em emagrecer e adquirir mais massa muscular. O desejo de perder as gordurinhas localizadas e ganhar músculos fortes e bem definidos, é o desejo de muitas pessoas, principalmente quando se trata do abdômen.

E se por uma coincidência este também é o seu desejo, vamos te disponibilizar algumas simples dicas para que suas dúvidas sejam exterminas, e para que você possa então alcançar o seu objetivo com mais eficácia.

Em primeiro lugar você deve partir para uma academia de ginástica e musculação, para então realizar exercícios físicos que proporcionem um aumento na massa muscular, e exercícios aeróbicos que diminuam a gordura de seu corpo. E obviamente que é preciso organizar a alimentação, para que não sejam em vão os exercícios realizados por você. Mas lembre-se que além de exercícios para ganhar massa muscular é preciso realizar exercícios aeróbicos para perder as gordurinhas localizadas e dar mais volume e desenho os músculos que adquirir. Lembrando que a presença de um profissional é também extremamente

Aprenda transformar a gordura em massa muscular

Você precisa perder algumas gordurinhas localizadas e transformá-las em massa muscular? Então vamos te disponibilizar algumas dicas para que você possa então alcançar o seu objetivo e ter o corpo que sempre desejou.

Para resultados mais eficazes aconselharia que começasse em uma academia de musculação e ginástica, assim além de alcançar o emagrecimento, poderá ganhar massa muscular rapidamente. Bem mais fácil do que com algum esporte, mas também se preferir esportes, os mesmo também são boas escolhas, mas sem dúvidas possuem resultado mais demorado.

Ao ingressar então em uma academia, peça ao professor que lhe passe um excelente treino, onde seus objetivos devem ser esclarecidos, que no caso é hipertrofia. Mas lembrando que além de exercícios para adquirir massa muscular também é preciso que você faça exercícios físicos aeróbicos, para perder a gordura e então ganhar massa magra.

Mas jamais deixe de também praticar os exercícios aeróbicos, pois com eles você alcança mais definição aos músculos e também mais volume. Se seu novo treino não possuir atividades aeróbicas, nunca deixe de caminhar, correr, andar de bicicleta, enfim, pois afinal de contas, tais exercícios ajudam em sua resistência e proporcionam um preparo físico maior. Pense nisso e nunca desista de seus sonhos, afinal de contas se muitas pessoas podem possuir corpos atléticos,com braços fortes, pernas tonificadas, abdômen definido, porque você não poderia?

EFEITOS DO SAL NO NOSSO ORGANISMO

O nosso famoso sal de cozinha é composto basicamente de cloreto de sódio (NaCl). É o principal vilão da hipertensão. O problema não é exatamente o sal, mas sim o sódio presente nele.

A hipertensão é um assunto extenso e merece um tópico só para ela. Aqui vou me ater apenas ao sal.

As populações que apresentam baixa ingestão de sódio, praticamente não apresentam casos de hipertensão. Nossa dieta contém muito mais sódio do que o necessário. Temos um paladar que foi acostumado a grandes quantidades de sal desde a infância que não notamos o quanto nossa comida é salgada.

Praticamente todos os meus pacientes, quando eu peço para reduzir o consumo, afirmam já comer pouco sal. 99% estão enganados. Se você vive no mundo ocidental e consome queijos, molho de tomate, comida congelada, come em restaurantes, consome fast food, biscoitos, comida enlatada e muitos outros alimentos facilmente encontrados nos supermercados, você tem uma dieta hipersódica (excesso de sal). Você apenas não sabe disso porque seu paladar está adaptado a altas concentrações de sódio.

A quantidade máxima de sódio recomendada é de 2,4 gramas por dia, o equivalente a 6 gramas de sal. Para se ter uma idéia, aquele saquinho de sal, branco e quadradinho, que existe em todo restaurante, possui 1g de sal. Pessoas hipertensas, cirróticos, renais crônicos ou com insuficiência cardíaca devem consumir menos de 1,5 gramas de sódio/dia. A população ocidental consome em média de 9 a 15g de sal por dia.

Os efeitos do sal são diferentes em cada indivíduo, mas alguns grupos apresentam maior sensibilidade: negros, obesos e doentes renais crônicos.

Além de provocar hipertensão, o sal também atrapalha o seu tratamento ao inativar alguns anti-hipertensivos. Isso acontece principalmente na família dos diuréticos e dos IECA (captopril e enalapril são os mais famosos).

Além das conseqüências da hipertensão, o excesso de sódio também está relacionado a:

- AVC (derrames)
- Insuficiência renal
- Insuficiência cardíaca
- Câncer de estômago
- Pedras nos rins

- Diabetes
- Asma
- Osteoporose

Devido aos problemas do sódio, o chamado sal light, composto por cloreto de potássio (Kcl), vem ganhando adeptos. O nome light não é bom e causa confusão, pois o termo normalmente é dado a alimentos de baixo valor calórico. Na verdade o sal light, não é cloreto de potássio puro, ele é uma mistura com cloreto de sódio, porque o gosto do potássio é muito azedo.

Trabalhos científicos mostram que uma maior ingestão de potássio, ao contrário do sódio, protege contra a hipertensão. Alimentos industrializados costumam ser ricos em sódio e pobres em potássio, enquanto que nas frutas e nos vegetais ocorre o oposto.

Mas existe um risco. O potássio em grandes quantidades pode ser letal. Tanto que nos países com pena de morte, o medicamento usado nas injeções letais é o próprio cloreto de potássio, obviamente em quantidades muito elevadas.

Em geral quem controla as concentrações de potássio no nosso sangue são os rins. Se ingerirmos mais potássio que o necessário, o excesso sai na urina. O problema são os pacientes com doenças renais, que não conseguem controlar bem o potássio sanguíneo. Nesses, o KCl é contra-indicado. Pessoas com boa função dos rins não correm risco.

Como a hipertensão é causa de insuficiência renal, assim como, a insuficiência renal leva a hipertensão, não é incomum encontrarmos pacientes com as duas patologias ao mesmo tempo. Por isso, se você é hipertenso ou apresenta fator de risco para doença renal, dose sua creatinina antes de tomar suplementos que contenham potássio.

Bom, resumindo: O ideal é cortar o sal da dieta, ingerir menos de 6 gramas por dia e associar a uma alimentação rica em frutas e verduras. O sal light faz menos mal que o sal comum, mas ainda contém, mesmo que em menor quantidade, cloreto de sódio. O mais importante é uma reeducação do paladar para não sentir tanta falta do sabor salgado.

Médicos alertam sobre os riscos da prática esportiva esporádica

No Dia do Atleta, lembrado nesta terça-feira, especialistas fazem um alerta: praticar exercícios físicos apenas no fim de semana é prejudicial à saúde, podendo causar morte súbita. Para evitar problemas, é recomendado acompanhamento médico, alongamento e fortalecimento muscular na prática esportiva.

Para Arnaldo José Hernandez, chefe do Grupo de Medicina do Esporte e Cirurgia do Joelho do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínica de São Paulo, não se deve praticar atividade física sem antes realizar uma bateria de exames.

"Embora o professor de educação física saiba avaliar a parte de condicionamento, a avaliação tem que ser médica", ressalta o especialista, que também é diretor da SBME (Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte).

No exame, é possível diagnosticar um possível histórico na família de doenças do coração. "A morte súbita não é só quando a pessoa morre na hora, isso pode acontecer em até 24 horas. Ela fez um grande esforço, vai para casa e à noite morre", alerta o médico. Por isso, a necessidade de crianças e adultos passar pela consulta.

O ortopedista Paulo Santoro Belangero, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, diz que é fundamental respeitar os limites do corpo e ter um preparo físico adequado para evitar lesões durante os momentos de lazer. Caso contrário, até o futebol com os amigos no fim de semana pode se tornar perigoso.

"É neste momento de exagero e falta de condicionamento que a pessoa tem mais chances de desenvolver lesões, como contusões, entorses e distensões musculares", explica Belangero.

O médico chama a atenção para a importância de exercícios de alongamento, que devem ser feitos corretamente e sem pressa antes e depois de uma atividade física.

"O aquecimento é tão importante quanto o alongamento, as duas práticas estão ligadas. Fazer simplesmente um alongamento sem aquecer não trará benefício algum", revela o médico.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Comida natural nem sempre é melhor do que a industrializada

É preciso comer 425 tomates por dia para conseguir uma quantidade significativa de fitoesterois, substância que ajuda a controlar o colesterol. Ou então, duas colheres de creme vegetal enriquecido com a substância.

A comparação é do pesquisador Gert W. Meijer, que não por acaso é o vice-presidente de Nutrição e Saúde da Unilever. Segundo ele, comida industrializada pode ser melhore do que natural.

"Alimentos processados mantêm um padrão de qualidade e têm rótulos com informações sobre seus ingredientes e nutrientes", disse.

Outra vantagem, de acordo com Meijer, é a segurança e a conservação. "O alimento in natura pode estar contaminado por bactérias e fungos. Além disso, logo após a colheita, eles começam a perder qualidade nutricional."

Não é só a indústria que vê vantagens nos processados. Para a nutricionista Cynthia Antonaccio, da Equilibrium Consultoria, natural também não é sinônimo de saudável.

"É preciso esquecer a ideia de que todo alimento natural é saudável e todo industrializado é ruim. O açúcar da cana faz mal a diabéticos e o leite integral e os queijos caseiros têm gordura saturada."

Alguns processados concentram nutrientes presentes em pouca quantidade em frutas, verduras e legumes. Há cereais com adição de vitaminas e cremes vegetais com fitoesterois e ômega 3.

"Às vezes, a industrialização deixa o produto mais palatável. É o caso de alguns cereais e bebidas à base de soja", diz Antonaccio.

Segundo o médico nutrólogo José Alves Lara Neto, membro da Associação Brasileira de Nutrologia, é muito mais fácil pensar em boa alimentação com produtos industrializados saudáveis.

"Poucas pessoas conseguem planejar o cardápio e ingerir porções ideais de proteínas, carboidratos, frutas, legumes e verduras."

SÓ NOS NATURAIS

"Só precisamos de alimentos enriquecidos com nutrientes porque existem os industrializados sem nenhum valor nutricional", diz George Guimarães, nutricionista especialista em dietas vegetarianas da Nutriveg.

Para ele, apesar de terem nutrientes, produtos processados são limitados. "Eles não têm uma variedade de vitaminas e uma quantidade proporcional de fibras. Sempre sobrevivemos sem alimentos com fitoesterol."

Além disso, muitos industrializados ainda têm sal demais. "A embalagem pode dizer que o produto tem mais fibras ou menos sódio, mas dificilmente uma bolacha tem mais fibras do que uma concha de feijão ou uma xícara de cenoura ralada", afirma a nutricionista Fernanda Pisciolaro, da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica).

Substituir vinho por cerveja diminui ingestão de calorias

Uma nova pesquisa sobre cerveja será apresentada nesta quarta-feira, na abertura de um grande festival de cerveja, no Reino Unido. O estudo defende que a bebida pode ajudar as pessoas a perder peso -quando consumida com moderação. A informação foi publicada no site do jornal britânico "The Independent"

A associação Camra (Campaign for Real Ale), que defende as cervejas inglesas tradicionais, disse que um terço dos homens e mulheres acreditam erroneamente que a cerveja tem mais calorias do que outras bebidas alcoólicas.

Substituir o vinho pela cerveja por apenas uma semana diminuiria o mesmo número de calorias relativo ao que se perde em uma corrida de meia hora, segundo a Camra.

Para o chefe executivo da associação, Mike Benner, a conclusão "é uma grande notícia para, finalmente, sepultar o mito da barriga de cerveja. A principal mensagem que estamos propondo é que, como uma bebida de baixo teor alcoólico, a cerveja pode completar um estilo de vida saudável, se consumida de maneira responsável".

O professor e mestre cervejeiro Charlie Bamforth afirma que "por muitos anos a cerveja tem sido marcada por uma reputação de ser mais engordativa do que outras bebidas alcoólicas, quando na realidade o oposto é verdadeiro".

"A fonte principal de calorias de qualquer bebida alcoólica é o álcool em si, por isso, como a cerveja está na categoria de bebidas com o menor teor alcoólico em média, também é mais baixa em calorias."

O estudo foi publicado para marcar o dia de abertura do Great British Beer Festival de Camra, em Londres.

De acordo com Chris Sorek, chefe executivo da organização Drinkaware, que lida com o consumo devido e indevido do álcool, "esta pesquisa reforça o que já sabemos - muitas vezes as pessoas não têm ideia de quantas calorias ou unidades estão em sua bebida favorita".

Bebidas energéticas aumentam risco de alcoolismo

O consumo regular de bebidas energéticas com altos índices de cafeína favorecem o alcoolismo, revela um estudo publicado na terça-feira (16).

A pesquisa, baseada em cerca de mil estudantes de universidades americanas, concluiu que consumidores frequentes de energéticos cafeinados bebem álcool mais regularmente e em maior quantidade que os demais, aumentando seu risco de alcoolismo.

Os consumidores frequentes de bebidas energéticas correm ainda mais risco de sofrer problemas relacionados ao álcool, como desmaios e ressaca, e são mais suscetíveis a se machucar, revela o estudo, liderado por Amelia Arria, pesquisadora da Universidade de Maryland.

O trabalho faz parte de uma pesquisa mais ampla sobre o alcoolismo, que será divulgada no próximo ano.

O relatório é divulgado em meio a um intenso debate nos Estados Unidos sobre os riscos de bebidas que combinam álcool e cafeína e são especialmente direcionadas aos jovens.

Michigan, Nova York, Oklahoma, Utah e Washington preparam medidas que proíbem bebidas que combinam cafeína ao álcool, do mesmo modo que muitas universidades americanas.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Adolescentes que comem menos sal viram adultos mais sadios

A redução de 3 g no consumo diário de sal na adolescência reduz significativamente o risco de doenças cardíacas e derrames na idade adulta, disseram pesquisadores no domingo.

Com a ajuda de computadores, os cientistas projetaram que a redução de 3 g no consumo diário de sódio por adolescentes pode reduzir a hipertensão em 30% a 43% posteriormente.

A hipertensão é uma doença comum, que pode passar anos sem causar sintomas, mas acaba acarretando problemas graves, inclusive infartos e derrames.

Adolescentes que consomem menos sal também têm outros benefícios quando chegam aos 50 anos: redução de 7% a 12% nas doenças coronarianas, de 8% a 15% na incidência de ataques cardíacos, e de 5% a 8% na incidência de derrames, segundo dados apresentados na semana passada numa reunião da Associação Americana do Coração, em Chicago.

A entidade recomenda que o consumo diário de sódio seja limitado a 1,5 g. Os adolescentes norte-americanos consomem em média 3,8 g --mais do que qualquer outra faixa etária.

Alimentos industrializados costumam conter muito sódio. Um saco de Doritos de queijo, por exemplo, tem 0,31 g. A pizza é um dos piores vilões para o consumo excessivo de sal entre adolescentes, segundo o Centro Nacional de Estatísticas da Saúde.

"O benefício adicional de um menor consumo de sal prematuramente é que podemos, assim esperamos, alterar as expectativas sobre que sabor os alimentos deveriam ter, idealmente para algo ligeiramente menos salgado", disse Kirsten Bibbins-Domingo, principal autora do estudo e professora-associada de Medicina e Epidemiologia da Universidade da Califórnia, em San Francisco.

"A maior parte do sal que comemos não vem do nosso saleiro, mas é sal já incorporado à comida que comemos", acrescentou.

Internet e videogames deixam jovens vulneráveis ao diabetes, alerta médica.

O diabetes já pode ser considerado uma epidemia mundial e o Brasil está na rota da doença. A mudança nos hábitos alimentares nas últimas décadas --com a incorporação dos lanches rápidos e calóricos ao dia a dia-- e os avanços tecnológicos da internet e dos videogames têm levado um número cada vez maior de crianças e adolescentes a apresentar a doença. Os motivos são a falta de atividades físicas e aumento das taxas de gordura corporal, dois fatores que favorecem o excesso de açúcar no sangue.

O alerta é da presidente da Sociedade Brasileira do Diabetes da Regional Rio, Lenita Zajdenverg, que participou de uma atividade de conscientização, em frente ao Estádio do Maracanã, envolvendo corrida, caminhada, palestras e testes de glicemia gratuitos à população.

"O diabetes no Brasil tem proporções epidêmicas, assim como a obesidade. Nós temos clareza de que a idade de surgimento da doença está caindo. Sem dúvida, a inatividade física é a principal vilã no crescimento dessa epidemia que estamos vivendo agora", disse a endocrinologista.

Ela recomendou mudanças nos hábitos alimentares atuais que acabam acelerando o aparecimento da doença. "Deve-se evitar uma alimentação com excesso de calorias e principalmente com gordura, pois não é só açúcar o vilão. Alimentos fritos, fast food, não sentar para comer com calma, comidas industrializadas também levam ao diabetes", afirmou Lenita.

O alerta foi reforçado pelo professor de educação física Eduardo Mourelli. "O adolescente vem buscando cada vez menos atividades físicas, em troca de internet e videogames. É preciso atrair essa garotada através de jogos e brincadeiras lúdicas, para que tenham uma adesão maior ao exercício e se tornem adultos ativos", disse Mourelli.

Paranóia de limpeza pode abrir espaço para 'superbactérias'

A maioria das bactérias não faz mal a ninguém. Mesmo assim, todos os dias, trilhões de germes inocentes são exterminados por um arsenal cada vez maior e mais complexo de desinfetantes e sabonetes anticépticos.

Essa matança injusta e indiscriminada de micro-organismos é desnecessária e pode fazer mal à saúde. "Com a morte de bactérias neutras, sobra mais espaço para nocivas", diz a médica Flávia Rossi, diretora do laboratório de microbiologia do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Além de ocupar espaço e comer células mortas, bactérias neutras desempenham várias funções no organismo. Ajudam na síntese de vitaminas e no funcionamento do intestino, por exemplo.

O biólogo Marcos André Vannier-Santos vai além e diz que, sem os parasitas, os homens não seriam os mesmos. "Temos vários genes e enzimas de origem bacteriana. A coagulação sanguínea acontece graças a bactérias. A placenta foi formada a partir de um vírus", diz ele, que é pesquisador do laboratório de biomorfologia parasitária da Fundação Oswaldo Cruz,

É claro que muitos parasitas são nocivos e que os cuidados básicos com higiene são fundamentais, mas nada justifica uma certa paranoia desinfetante que está tomando ares de epidemia, a julgar pela quantidade de produtos "superpoderosos" que chegam ao mercado.

"Não é necessário ter em casa todos os cuidados que temos no ambiente hospitalar. Não precisa desinfetar todos os lugares. Água e sabão comum são suficientes", diz Stefan Cunha Ujvari, médico infectologista, autor do livro "Perigos Ocultos nas Paisagens Brasileiras _Como Evitar Doenças Infecciosas" (Senac/SP, 232 págs., R$ 45).

A professora de português Priscila Blazko, 34, é uma das adeptas dos produtos que matam 99% dos germes. "Leio os rótulos e compro aquele que mata mais", diz.

Quando seus dois filhos brincam na areia, Priscila exige que tirem a roupa antes de entrar em casa. "Eu sei, às vezes exagero."

Não só ela. Estamos todos sob influência da "cultura da higiene", na visão da antropóloga Sônia Weidner Maluf, professora da Universidade Federal de Santa Catarina.

"A ideia do que é limpo e do que é sujo é construída socialmente. Na nossa cultura, tudo que não é esterilizado é sujo e causa doença."

Isso é incentivado, segundo ela, pelo medo coletivo. "As situações de risco são ampliadas pela publicidade, e as pessoas ficam com a ideia de que podem se contaminar a qualquer momento."

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Os benefícios da gelatina

A gelatina possui colágeno, que contribui para fortalecer as unhas e cabelos dando-lhes maior resistência, mais espessura, crescimento e brilho, além de ser uma excelente fonte de hidratação para a pele e intestinos.

Sendo um alimento rico em colágeno, o ingrediente fundamental para a manutenção dos ossos e a reconstituição ou regeneração de algumas articulações, age de forma a travar o processo de flacidez natural própria do envelhecimento.

Esta sobremesa de origem animal, não possui em sua composição gorduras e é também uma excelente fonte de hidratação. Essa alternativa doce pode ser consumida na versão diet ou seja, sem açúcar podendo fazer parte de uma dieta para emagrecimento ou apenas para o rejuvenescimento.

Álcool é mais prejudicial do que a heroína ou o crack, diz estudo

Pesquisadores computaram danos causados ao usuário e aos que o cercam.

DaBBC

Um estudo britânico que analisou os danos causados aos usuários de drogas e para as pessoas que os cercam concluiu que o álcool é mais prejudicial do que a heroína ou o crack.

O estudo divulgado na revista científica "Lancet" classifica os danos causados por cada substância em uma escala de 16 pontos.

Os pesquisadores concluíram que a heroína e a anfetamina conhecida como "crystal meth" são mais danosas aos usuários, mas, quando computados também os danos às pessoas em redor do usuário, no topo das substâncias mais nocivas estão, na ordem, o álcool, a heroína e o crack.

O cigarro e a cocaína são considerados igualmente nocivos também quando se leva em conta as pessoas do círculo social dos usuários, segundo os pesquisadores. Drogas como LSD e ecstasy foram classificadas entre as menos danosas.

Apolítica
Um dos autores do estudo é David Nutt, que ocupou o cargo de principal conselheiro do governo britânico para a questão das drogas.

Após deixar o posto, no ano passado, ele formou o Comitê Científico Independente sobre Drogas, instituição que se propõe a investigar o tema de forma apolítica.

O professor Nutt afirma que "considerados os danos totais, o álcool, o crack e a heroína são claramente mais prejudiciais que todas as outras (substâncias)".

"Nossas conclusões confirmam outros trabalhos que afirmam que a classificação atual das drogas tem pouca relação com as evidências de danos", diz o estudo.

"Elas também consideram como uma estratégia de saúde pública válida e necessária o combate agressivo aos males do álcool."

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Que vista linda!
Olha o Pessoal na trilha!
Aula de Campo na Mata Fresca, que legal.

Paixão anestesia dor física, mostra estudo

GUILHERME GENESTRETI
DE SÃO PAULO

O amor pode até doer. Mas a paixão é um analgésico poderoso, conclui um estudo feito pela Universidade de Stanford (EUA).

Os pesquisadores recrutaram 15 universitários que estavam vivendo a primeira fase de um relacionamento amoroso (no máximo nove meses) e analisaram a forma como reagiam à dor física.

Os alunos eram estimulados a olhar fotos das pessoas por quem estavam apaixonados, enquanto um aparelho térmico causava dores nas palmas de suas mãos. Eles sentiam menos dor quando as imagens eram exibidas.

Com a ressonância magnética, a pesquisa constatou que nesse momento era ativado o centro de recompensas do cérebro, mesma área em que atuam analgésicos.

O anestesista americano Jarred Younger, um dos autores do estudo, disse que a paixão libera dopamina, neurotransmissor que dá sensação de bem-estar, também estimulado por drogas que controlam a dor.

VÍCIO

"O comportamento de um apaixonado é semelhante ao de um viciado em drogas", afirmou Younger em entrevista por telefone à Folha:

"Ficamos obcecados pela pessoa amada como um viciado fica pela droga: só pensamos naquilo e no prazer. Depois, a paixão diminui assim como o viciado passa a ficar mais tolerante à droga."

O psicoterapeuta João Augusto Figueiró, do Centro de Dor do Hospital das Clínicas, reforça: "Essa euforia causada pela paixão e as drogas inibe a sensação dolorosa."

Segundo Younger, o estudo abre uma perspectiva para novas formas de tratar crises de dor:

"Formas simples de incentivar a afetividade, como um toque de mãos com a pessoa amada, podem ser tão eficazes quanto as medicações de controle da dor. A paixão é realmente um analgésico."

Caminhar regularmente ajuda a evitar demência em idosos, diz estudo

Andar 1,5 km por dia evita perda de massa cerebral.
Risco de problemas de memória reduz pela metade com a atividade.

Um estudo divulgado por pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, revelou um benefício pra quem se exercita com caminhadas, principalmente os mais idosos.

Caminhar, além de fazer bem para o corpo, é bom para a mente. O exercício aeróbico oxigena o cérebro, desenvolve as células e evita a demência.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas norte-americanos reuniram quase 300 pessoas a partir de 1989, todas na faixa dos 78 anos e com boa saúde. Pediram a elas que registrassem a distância caminhada por dia.

Treze anos depois, os cientistas constataram doenças como demência em 116 pessoas, 40% do grupo. Já a outra turma - a dos mais saudáveis - era formada por aqueles que mais andavam. Eles não perderam massa cerebral e reduziram pela metade o risco de ter problemas de memória.

Os saudáveis andaram regularmente pelo menos 72 quarteirões por semana. Isso equivale a, aproximadamente, dez quilômetros. Por dia, são quase 1,5 quilômetro.

"Andar me mantém alerta, mantém meu corpo forte. Eu amo isso. Se não ando, me sinto culpado. Não estou tomando conta de mim", afirma um senhor à reportagem do Jornal Nacional.

Caminhando assim vai lúcido e saudável, bem além dos 73 anos de hoje.

domingo, 19 de setembro de 2010

Os perigos dos refrigerantes Zero

A moda dos refrigerantes zero chegou como um alento para os aficionados pela bebida que encaram a dieta. São diversas variações que não apresentam nenhuma quantidade de açúcar, sugerindo riscos mínimos para o regime. Outras opções como, os lights e diets, também confundem muitas pessoas, que acabam colocando o sucesso do regime em risco ao consumir doses excessivas da bebida. E será que eles estão liberados mesmo?O problema é que mesmo nas versões menos calóricas, os refrigerantes se tornam uma ameaça quando o assunto é derrubar o ponteiro da balança ou a escolha de uma vida saudável. Para te ajudar a entender como os eles interferem nos quilos a menos, o MinhaVida conversou com a nutricionista Daniella Camargo, que aponta os principais problemas da bebida. Confira e descubra porque os sucos devem entrar com tudo no seu menu.

Refrigerante na refeição

Já não é novidade que beber enquanto comemos, não ajuda em nada no regime, mas de acordo com a nutricionista Daniella Camargo, quando o assunto é refrigerante o perigo aumenta. "A ingestão de líquidos, principalmente gasosos, dilata o estômago dificultando a digestão e fazendo a sensação de fome reaparecer em poucos minutos", alerta a nutricionista.É aí que o perigo aparece e a ingestão maior de alimentos aumenta. "Logo depois do almoço já estamos morrendo de fome, já que não ficamos satisfeitos com a refeição, mais sim com a impressão de estômago cheio, graças a ingestão da bebida gasosa", explica. "Dessa forma, abusamos dos petiscos e também comemos mais na refeição seguinte".Mas, se você acha impossível se alimentar sem colocar nada líquido na boca, a nutricionista dá a dica. "O ideal é não beber nada, ou então optar pelo suco, principalmente cítricas, porque auxiliam na absorção de ferro, encontrado em verduras, leguminosas e carnes, ou ingerir água, que não tem calorias e não engorda", sugere.
"O sódio em excesso retém líquido, e com isso aumenta o peso"

Zero, diet ou light

Os problemas dos refrigerantes diet, light ou zero estão ligados, em geral, ao aumento do consumo de sódio. De acordo com a nutricionista Daniella Camargo, ele oferece riscos para saúde e para o regime. "Os refrigerantes zero, diet e light não estão liberados na dieta, porque quando se diminui a quantidade de açúcar no refrigerante, é preciso aumentar a quantidade de sódio para compensar o paladar", diz. "O sódio em excesso retém líquido, e com isso aumenta o peso, podendo apresentar problemas para saúde do fígado e rins, por exemplo", explica.A especialista explica que uma dose de refrigerante normal apresenta, em média, 10mg de sódio, enquanto, a opção light varia de 28 a 39mg para uma quantidade de 200ml (um copo médio). "A dose diária recomendada de sódio é de cerca de 1,5g por dia, isso para pessoas que não são hipertensas", explica Daniela Camargo.

Ocasiões especiais

De acordo com a nutricionista, o verdadeiro problema é que as pessoas exageram na dose e costumam tomar refrigerante o tempo todo. "Tomar um copo de refrigerante em um aniversário, por exemplo, não é o fim do mundo. O problema são as pessoas que ingerem, no mínimo, três copos por dia. É ai que os riscos aparecem", diz a nutri.
delicia indicada pelo http://receitando.blogspot.com

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O AÇÚCAR PODE CAUSAR EFEITOS SEMELHANTES A O DA COCAÍNA NO CÉLEBRO.

O açúcar pode causar efeito no cérebro semelhante ao da cocaína, segundo estudos recentes realizados nos Estados Unidos. Atualmente, há evidências convincentes de que os alimentos ricos em gordura, açúcar e sal --como a maioria de junk food-- podem alterar a química do cérebro, da mesma forma como drogas altamente viciantes, como cocaína e heroína.

A idéia, considerada marginal há apenas cinco anos, está rapidamente se tornando uma visão comum entre pesquisadores em razão de novos estudos. Apesar disso, os mecanismos biológicos que levam ao vício em junk food ainda não foram revelados.

Alguns cientistas dizem que há dados suficientes para justificar a regulação governamental do setor de fast food e as advertências de saúde pública sobre os produtos que têm níveis perigosos de açúcar e gordura. Um advogado de campanha afirmou que pode até haver provas suficientes para organizar uma luta legal contra a indústria do fast food por vender alimentos sabidamente prejudiciais à saúde, ecoando as ações judiciais contra a indústria do tabaco nos anos 1980 e 1990.

"Temos que educar as pessoas sobre como seus cérebros são hipnotizados por gordura, açúcar e sal", disse David Kessler, ex-comissário da FDA (agência reguladora americana de alimentos e medicamentos) e agora diretor do Centro para Ciência no Interesse Público, com sede em Washington DC. Mas será que os doces podem ser tão prejudiciais quanto vício em drogas?

Antes de haver qualquer evidência científica sobre isso, foi a indústria de perda de peso que introduziu a ideia ao público. Por exemplo, no livro "Lick the Sugar Habit", publicado em 1988, a autora Nancy Appleton, autodeclarada viciada em açúcar, ofereceu uma lista de verificação para determinar se os leitores também eram viciados em açúcar. Desde então, o conceito tornou-se banal.

Em 2001, fascinado pelo fenômeno cultural emergente, os neurocientistas Nicole Avena, agora na Universidade da Flórida, em Gainesville, e Bartley Hoebel, da Universidade de Princeton, começaram a explorar a ideia de se ter uma base biológica. Eles começaram a procurar sinais de vício em animais que eram alimentados com junk food.

Vício em açúcar

O açúcar é um ingrediente chave na maioria de junk food, por isso eles ofereceram um xarope da substância a ratos, de concentração similar ao do açúcar presente em um refrigerante comum, por cerca de 12 horas por dia. Ao mesmo tempo, outros ratos eram alimentados com água e comida normal.

Depois de apenas um mês nessa dieta, os ratos desenvolveram mudanças de comportamento no cérebro, identificadas por Avena e Hoebel como idênticas às dos animais viciados em morfina. Eles ainda mostraram um comportamento ansioso quando a calda foi removida.

Os pesquisadores notaram que os cérebros dos ratos liberavam o neurotransmissor dopamina cada vez que tomavam a solução de açúcar, mesmo depois de terem bebido por semanas.

A dopamina conduz a busca do prazer --seja comida, drogas ou sexo. É um produto químico do cérebro vital para a aprendizagem, memória e tomada de decisão. "Eu esperava que ela fosse liberada quando eles comessem um alimento novo", afirma Avena, "não com o que eles já estavam habituados. Essa é uma das marcas da dependência de drogas.

A evidência encontrada foi a primeira concreta de uma base biológica para a dependência do açúcar que inspirou uma série de estudos com animais.

Os resultados estão entre as novidades mais interessantes em pesquisas de obesidade dos últimos 20 anos, de acordo com Mark Gold, autoridade internacional em estudos sobre alcoolismo e chefe do departamento de psiquiatria da Universidade de Medicina da Flórida.

Desde o estudo de Avena e Hoebel, dezenas de outras pesquisas em animais confirmaram os resultados. Mas foram os recentes estudos em humanos os responsáveis pelas evidências em favor da rotulagem de junk food como um vício.

Cérebros viciados

O vício é comumente descrito como um entorpecente dos circuitos de recompensa desencadeado pelo uso excessivo de alguma droga. Isto é exatamente o que acontece no cérebro de indivíduos obesos, segundo Gene-Jack Wang, presidente do departamento médico do US Department of Energys Brookhaven National Laboratory, em Upton, Nova York. Em outro estudo publicado em 2001 no periódico "The Lancet", ele descobriu uma deficiência de dopamina no estriado do cérebro de indivíduos obesos que era praticamente idêntico ao dos dependentes de drogas.































SONO É IMPORTANTE PARA A SAÚDE FÍSICA E PSICOLÓGCA

A privação do sono pode trazer desde problemas como falta de concentração e aumento do peso, até envelhecimento precoce e diabetes e hipertensão

Dormir cerca de 7 a 8 horas por noite não é apenas uma necessidade de descanso mental e físico, mas acima de tudo metabólico. Durante o sono ocorrem vários processos no metabolismo que, se alterados, podem afetar o equilíbrio de todo o organismo a curto, médio e longo prazo. Estudos provam que quem dorme menos do que o necessário tem menor vigor físico, envelhece mais precocemente, está mais propenso a infecções, à obesidade, à hipertensão e o diabetes.

“É um total contra-senso o fato de num mundo em que cerca de 16 a 40% das pessoas sofrem de insônia, existam aquelas que iludidas pelos valores da sociedade industrial, esforçam-se por reduzir o número de horas de sono diário”, opina o Dr. Barakat, médico especialista em Metabologia, Nutrologia e Fisiologia do Envelhecimento e Ciência do Anti-envelhecimento, membro da International Hormone Society/EUA e fundador do Instituto de Medicina Integrada, Fisiologia e Nutrologia Esportiva Health4Life, em São Paulo. “Com isso, acreditam provavelmente que um corpo "treinado" para dormir menos, permita ampliar o número de "horas úteis" do dia, mantendo o mesmo desempenho. É pura ilusão”, completa.

Segundo Dr. Barakat, alguns fatos comprovados por pesquisas dão uma idéia da importância que tem o sono no nosso desempenho físico e mental. Um estudo realizado pela Universidade de Stanford, EUA, com indivíduos que não dormiam há 19 horas, foram submetidos a testes de atenção. Constatou-se que eles cometeram mais erros do que pessoas com 0,8 g de álcool no sangue - quantidade equivalente a três doses de uísque.

Outro estudo, realizado através de exames de tomografia computadorizada do cérebro de jovens privados de sono, mostra a redução do metabolismo nas regiões frontais (responsáveis pela capacidade de planejar e de executar tarefas) e no cerebelo (responsável pela coordenação motora). Os especialistas concluíram que a falta de sono aumenta a dificuldade de acumular conhecimento, conduz a alterações do humor, falta de criatividade, falta de atenção, memória e equilíbrio.

O sono e os hormônios

A longo prazo, a privação do sono pode comprometer seriamente a saúde, uma vez que é durante o sono que são produzidos alguns hormônios que desempenham papéis vitais no funcionamento de nosso organismo. Por exemplo, o pico de produção do hormônio do crescimento (também conhecido como GH, de sua sigla em inglês, Growth Hormone) ocorre durante a primeira fase do sono profundo, aproximadamente meia hora após uma pessoa dormir.

“A importância da liberação do hormônio GH, durante o nosso, entre outras funções, é ajudar a manter o tônus muscular, evitar o acúmulo de gordura, melhorar o desempenho físico e combater a osteoporose”, explica Dr. Barakat. O especialista explica que outro hormônio, também liberado durante o sono é a leptina, capaz de controlar a sensação de saciedade. Ele alerta que pessoas que permanecem acordadas, por períodos superiores ao recomendado, produzem menor quantidade de leptina, resultando em maior necessidade de ingerir carboidratos, o que pode evoluir para a obesidade.

As fases do sono

São basicamente quatro as fases do sono: a fase 1 é quando a Melatonina é liberada, induzindo o sono (sonolência). Na fase 2, diminuem os ritmos cardíaco e respiratório (sono leve), e é o onde os músculos se relaxam e a temperatura corporal cai. Nas fases 3 e 4 há o pico de liberação do GH e da leptina e é quando o cortisol começa, durante o sono profundo, a ser liberado, até atingir seu pico, no início da manhã. Finalmente, o sono REM - sigla em inglês para movimento rápido dos olhos -, é o pico da atividade cerebral, quando ocorrem os sonhos, o relaxamento muscular atinge o máximo e voltam a aumentar as freqüências cardíaca e respiratória.

É no sono REM que as informações que foram aprendidas durante o dia, são processadas e armazenadas. Se alguém, adulto ou criança, dorme menos que o necessário, sua memória de curto prazo não é adequadamente processada e a pessoa não consegue transformar em conhecimento aquilo que foi aprendido. Em outras palavras: se alguém - adulto ou criança - não dorme o tempo necessário, tem muita dificuldade para aprender coisas novas.

A quantidade ideal de horas de sono, embora seja uma característica individual, gira em torno de 7 a 8 horas diárias. Falando em crianças, é especialmente importante que seja respeitado um período de 9 a 11 horas de sono, uma vez que, quando elas não dormem o suficiente, ficam irritadiças, além de terem comprometimento de seu crescimento (devido ao problema da diminuição do hormônio do crescimento), do aprendizado e da concentração.

Os riscos provocados pela falta do sono, a curto prazo são: cansaço e sonolência durante o dia, irritabilidade, alterações repentinas de humor, perda da memória de fatos recentes, comprometimento da criatividade, redução da capacidade de planejar e executar, lentidão do raciocínio, desatenção e dificuldade de concentração. Já a longo prazo, pode ocorrer falta de vigor físico, envelhecimento precoce, diminuição do tônus muscular, comprometimento do sistema imunológico, tendência a desenvolver obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e gastro-intestinais e perda crônica da memória.

Conselhos para dormir melhor

- À noite, coma somente alimentos de fácil digestão; não exagere nas quantidades.

- Evite tomar café, chás com cafeína (como chá-preto e chá-mate) e refrigerantes derivados da cola, pois todos são estimulantes ("despertam").

- Evite dormir com a TV ligada, pode impedir que a cheguar à fase de sono profundo.

- Apague todas as luzes, inclusive a do abajur, do corredor e do banheiro.

- Vede bem as janelas para não ser acordado pela luz da manhã.

- Não leve livros estimulantes, nem trabalho para a cama.

- Procure usar colchões confortáveis e silenciosos.

- Tire da cabeceira o telefone celular e relógios

- Tome um banho quente, de preferência na banheira, para relaxar, antes de ir dormir

- Procure seguir uma rotina à hora de dormir, isso ajuda a induzir o sono

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

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