M. LICORES

M. LICORES
LICORES FINOS DE QUALIDADE

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Comida natural nem sempre é melhor do que a industrializada

É preciso comer 425 tomates por dia para conseguir uma quantidade significativa de fitoesterois, substância que ajuda a controlar o colesterol. Ou então, duas colheres de creme vegetal enriquecido com a substância.

A comparação é do pesquisador Gert W. Meijer, que não por acaso é o vice-presidente de Nutrição e Saúde da Unilever. Segundo ele, comida industrializada pode ser melhore do que natural.

"Alimentos processados mantêm um padrão de qualidade e têm rótulos com informações sobre seus ingredientes e nutrientes", disse.

Outra vantagem, de acordo com Meijer, é a segurança e a conservação. "O alimento in natura pode estar contaminado por bactérias e fungos. Além disso, logo após a colheita, eles começam a perder qualidade nutricional."

Não é só a indústria que vê vantagens nos processados. Para a nutricionista Cynthia Antonaccio, da Equilibrium Consultoria, natural também não é sinônimo de saudável.

"É preciso esquecer a ideia de que todo alimento natural é saudável e todo industrializado é ruim. O açúcar da cana faz mal a diabéticos e o leite integral e os queijos caseiros têm gordura saturada."

Alguns processados concentram nutrientes presentes em pouca quantidade em frutas, verduras e legumes. Há cereais com adição de vitaminas e cremes vegetais com fitoesterois e ômega 3.

"Às vezes, a industrialização deixa o produto mais palatável. É o caso de alguns cereais e bebidas à base de soja", diz Antonaccio.

Segundo o médico nutrólogo José Alves Lara Neto, membro da Associação Brasileira de Nutrologia, é muito mais fácil pensar em boa alimentação com produtos industrializados saudáveis.

"Poucas pessoas conseguem planejar o cardápio e ingerir porções ideais de proteínas, carboidratos, frutas, legumes e verduras."

SÓ NOS NATURAIS

"Só precisamos de alimentos enriquecidos com nutrientes porque existem os industrializados sem nenhum valor nutricional", diz George Guimarães, nutricionista especialista em dietas vegetarianas da Nutriveg.

Para ele, apesar de terem nutrientes, produtos processados são limitados. "Eles não têm uma variedade de vitaminas e uma quantidade proporcional de fibras. Sempre sobrevivemos sem alimentos com fitoesterol."

Além disso, muitos industrializados ainda têm sal demais. "A embalagem pode dizer que o produto tem mais fibras ou menos sódio, mas dificilmente uma bolacha tem mais fibras do que uma concha de feijão ou uma xícara de cenoura ralada", afirma a nutricionista Fernanda Pisciolaro, da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica).

Substituir vinho por cerveja diminui ingestão de calorias

Uma nova pesquisa sobre cerveja será apresentada nesta quarta-feira, na abertura de um grande festival de cerveja, no Reino Unido. O estudo defende que a bebida pode ajudar as pessoas a perder peso -quando consumida com moderação. A informação foi publicada no site do jornal britânico "The Independent"

A associação Camra (Campaign for Real Ale), que defende as cervejas inglesas tradicionais, disse que um terço dos homens e mulheres acreditam erroneamente que a cerveja tem mais calorias do que outras bebidas alcoólicas.

Substituir o vinho pela cerveja por apenas uma semana diminuiria o mesmo número de calorias relativo ao que se perde em uma corrida de meia hora, segundo a Camra.

Para o chefe executivo da associação, Mike Benner, a conclusão "é uma grande notícia para, finalmente, sepultar o mito da barriga de cerveja. A principal mensagem que estamos propondo é que, como uma bebida de baixo teor alcoólico, a cerveja pode completar um estilo de vida saudável, se consumida de maneira responsável".

O professor e mestre cervejeiro Charlie Bamforth afirma que "por muitos anos a cerveja tem sido marcada por uma reputação de ser mais engordativa do que outras bebidas alcoólicas, quando na realidade o oposto é verdadeiro".

"A fonte principal de calorias de qualquer bebida alcoólica é o álcool em si, por isso, como a cerveja está na categoria de bebidas com o menor teor alcoólico em média, também é mais baixa em calorias."

O estudo foi publicado para marcar o dia de abertura do Great British Beer Festival de Camra, em Londres.

De acordo com Chris Sorek, chefe executivo da organização Drinkaware, que lida com o consumo devido e indevido do álcool, "esta pesquisa reforça o que já sabemos - muitas vezes as pessoas não têm ideia de quantas calorias ou unidades estão em sua bebida favorita".

Bebidas energéticas aumentam risco de alcoolismo

O consumo regular de bebidas energéticas com altos índices de cafeína favorecem o alcoolismo, revela um estudo publicado na terça-feira (16).

A pesquisa, baseada em cerca de mil estudantes de universidades americanas, concluiu que consumidores frequentes de energéticos cafeinados bebem álcool mais regularmente e em maior quantidade que os demais, aumentando seu risco de alcoolismo.

Os consumidores frequentes de bebidas energéticas correm ainda mais risco de sofrer problemas relacionados ao álcool, como desmaios e ressaca, e são mais suscetíveis a se machucar, revela o estudo, liderado por Amelia Arria, pesquisadora da Universidade de Maryland.

O trabalho faz parte de uma pesquisa mais ampla sobre o alcoolismo, que será divulgada no próximo ano.

O relatório é divulgado em meio a um intenso debate nos Estados Unidos sobre os riscos de bebidas que combinam álcool e cafeína e são especialmente direcionadas aos jovens.

Michigan, Nova York, Oklahoma, Utah e Washington preparam medidas que proíbem bebidas que combinam cafeína ao álcool, do mesmo modo que muitas universidades americanas.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Adolescentes que comem menos sal viram adultos mais sadios

A redução de 3 g no consumo diário de sal na adolescência reduz significativamente o risco de doenças cardíacas e derrames na idade adulta, disseram pesquisadores no domingo.

Com a ajuda de computadores, os cientistas projetaram que a redução de 3 g no consumo diário de sódio por adolescentes pode reduzir a hipertensão em 30% a 43% posteriormente.

A hipertensão é uma doença comum, que pode passar anos sem causar sintomas, mas acaba acarretando problemas graves, inclusive infartos e derrames.

Adolescentes que consomem menos sal também têm outros benefícios quando chegam aos 50 anos: redução de 7% a 12% nas doenças coronarianas, de 8% a 15% na incidência de ataques cardíacos, e de 5% a 8% na incidência de derrames, segundo dados apresentados na semana passada numa reunião da Associação Americana do Coração, em Chicago.

A entidade recomenda que o consumo diário de sódio seja limitado a 1,5 g. Os adolescentes norte-americanos consomem em média 3,8 g --mais do que qualquer outra faixa etária.

Alimentos industrializados costumam conter muito sódio. Um saco de Doritos de queijo, por exemplo, tem 0,31 g. A pizza é um dos piores vilões para o consumo excessivo de sal entre adolescentes, segundo o Centro Nacional de Estatísticas da Saúde.

"O benefício adicional de um menor consumo de sal prematuramente é que podemos, assim esperamos, alterar as expectativas sobre que sabor os alimentos deveriam ter, idealmente para algo ligeiramente menos salgado", disse Kirsten Bibbins-Domingo, principal autora do estudo e professora-associada de Medicina e Epidemiologia da Universidade da Califórnia, em San Francisco.

"A maior parte do sal que comemos não vem do nosso saleiro, mas é sal já incorporado à comida que comemos", acrescentou.

Internet e videogames deixam jovens vulneráveis ao diabetes, alerta médica.

O diabetes já pode ser considerado uma epidemia mundial e o Brasil está na rota da doença. A mudança nos hábitos alimentares nas últimas décadas --com a incorporação dos lanches rápidos e calóricos ao dia a dia-- e os avanços tecnológicos da internet e dos videogames têm levado um número cada vez maior de crianças e adolescentes a apresentar a doença. Os motivos são a falta de atividades físicas e aumento das taxas de gordura corporal, dois fatores que favorecem o excesso de açúcar no sangue.

O alerta é da presidente da Sociedade Brasileira do Diabetes da Regional Rio, Lenita Zajdenverg, que participou de uma atividade de conscientização, em frente ao Estádio do Maracanã, envolvendo corrida, caminhada, palestras e testes de glicemia gratuitos à população.

"O diabetes no Brasil tem proporções epidêmicas, assim como a obesidade. Nós temos clareza de que a idade de surgimento da doença está caindo. Sem dúvida, a inatividade física é a principal vilã no crescimento dessa epidemia que estamos vivendo agora", disse a endocrinologista.

Ela recomendou mudanças nos hábitos alimentares atuais que acabam acelerando o aparecimento da doença. "Deve-se evitar uma alimentação com excesso de calorias e principalmente com gordura, pois não é só açúcar o vilão. Alimentos fritos, fast food, não sentar para comer com calma, comidas industrializadas também levam ao diabetes", afirmou Lenita.

O alerta foi reforçado pelo professor de educação física Eduardo Mourelli. "O adolescente vem buscando cada vez menos atividades físicas, em troca de internet e videogames. É preciso atrair essa garotada através de jogos e brincadeiras lúdicas, para que tenham uma adesão maior ao exercício e se tornem adultos ativos", disse Mourelli.

Paranóia de limpeza pode abrir espaço para 'superbactérias'

A maioria das bactérias não faz mal a ninguém. Mesmo assim, todos os dias, trilhões de germes inocentes são exterminados por um arsenal cada vez maior e mais complexo de desinfetantes e sabonetes anticépticos.

Essa matança injusta e indiscriminada de micro-organismos é desnecessária e pode fazer mal à saúde. "Com a morte de bactérias neutras, sobra mais espaço para nocivas", diz a médica Flávia Rossi, diretora do laboratório de microbiologia do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Além de ocupar espaço e comer células mortas, bactérias neutras desempenham várias funções no organismo. Ajudam na síntese de vitaminas e no funcionamento do intestino, por exemplo.

O biólogo Marcos André Vannier-Santos vai além e diz que, sem os parasitas, os homens não seriam os mesmos. "Temos vários genes e enzimas de origem bacteriana. A coagulação sanguínea acontece graças a bactérias. A placenta foi formada a partir de um vírus", diz ele, que é pesquisador do laboratório de biomorfologia parasitária da Fundação Oswaldo Cruz,

É claro que muitos parasitas são nocivos e que os cuidados básicos com higiene são fundamentais, mas nada justifica uma certa paranoia desinfetante que está tomando ares de epidemia, a julgar pela quantidade de produtos "superpoderosos" que chegam ao mercado.

"Não é necessário ter em casa todos os cuidados que temos no ambiente hospitalar. Não precisa desinfetar todos os lugares. Água e sabão comum são suficientes", diz Stefan Cunha Ujvari, médico infectologista, autor do livro "Perigos Ocultos nas Paisagens Brasileiras _Como Evitar Doenças Infecciosas" (Senac/SP, 232 págs., R$ 45).

A professora de português Priscila Blazko, 34, é uma das adeptas dos produtos que matam 99% dos germes. "Leio os rótulos e compro aquele que mata mais", diz.

Quando seus dois filhos brincam na areia, Priscila exige que tirem a roupa antes de entrar em casa. "Eu sei, às vezes exagero."

Não só ela. Estamos todos sob influência da "cultura da higiene", na visão da antropóloga Sônia Weidner Maluf, professora da Universidade Federal de Santa Catarina.

"A ideia do que é limpo e do que é sujo é construída socialmente. Na nossa cultura, tudo que não é esterilizado é sujo e causa doença."

Isso é incentivado, segundo ela, pelo medo coletivo. "As situações de risco são ampliadas pela publicidade, e as pessoas ficam com a ideia de que podem se contaminar a qualquer momento."

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Os benefícios da gelatina

A gelatina possui colágeno, que contribui para fortalecer as unhas e cabelos dando-lhes maior resistência, mais espessura, crescimento e brilho, além de ser uma excelente fonte de hidratação para a pele e intestinos.

Sendo um alimento rico em colágeno, o ingrediente fundamental para a manutenção dos ossos e a reconstituição ou regeneração de algumas articulações, age de forma a travar o processo de flacidez natural própria do envelhecimento.

Esta sobremesa de origem animal, não possui em sua composição gorduras e é também uma excelente fonte de hidratação. Essa alternativa doce pode ser consumida na versão diet ou seja, sem açúcar podendo fazer parte de uma dieta para emagrecimento ou apenas para o rejuvenescimento.

Álcool é mais prejudicial do que a heroína ou o crack, diz estudo

Pesquisadores computaram danos causados ao usuário e aos que o cercam.

DaBBC

Um estudo britânico que analisou os danos causados aos usuários de drogas e para as pessoas que os cercam concluiu que o álcool é mais prejudicial do que a heroína ou o crack.

O estudo divulgado na revista científica "Lancet" classifica os danos causados por cada substância em uma escala de 16 pontos.

Os pesquisadores concluíram que a heroína e a anfetamina conhecida como "crystal meth" são mais danosas aos usuários, mas, quando computados também os danos às pessoas em redor do usuário, no topo das substâncias mais nocivas estão, na ordem, o álcool, a heroína e o crack.

O cigarro e a cocaína são considerados igualmente nocivos também quando se leva em conta as pessoas do círculo social dos usuários, segundo os pesquisadores. Drogas como LSD e ecstasy foram classificadas entre as menos danosas.

Apolítica
Um dos autores do estudo é David Nutt, que ocupou o cargo de principal conselheiro do governo britânico para a questão das drogas.

Após deixar o posto, no ano passado, ele formou o Comitê Científico Independente sobre Drogas, instituição que se propõe a investigar o tema de forma apolítica.

O professor Nutt afirma que "considerados os danos totais, o álcool, o crack e a heroína são claramente mais prejudiciais que todas as outras (substâncias)".

"Nossas conclusões confirmam outros trabalhos que afirmam que a classificação atual das drogas tem pouca relação com as evidências de danos", diz o estudo.

"Elas também consideram como uma estratégia de saúde pública válida e necessária o combate agressivo aos males do álcool."

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