M. LICORES

M. LICORES
LICORES FINOS DE QUALIDADE

sábado, 8 de dezembro de 2012


COMO CURAR A RESSACA




É muito bom comemorar com os amigos, tomando um bom vinho, cervejas, martinis, caipirinhas, rum, vodka, cachaça, dentre outros. Opções é que não faltam, até porque os brasileiros são mestres na criação de novas bebidas e sempre estão experimentando novas combinações.
Vez por outra, nós acabamos passando do limite, bebemos além da conta e no dia seguinte sofremos as conseqüências, a famosa e tão odiada ressaca. Os sintomas da ressaca são recorrentes, dor de estômago, dor de cabeça, mal estar e muita sede.
Uma dica importante é, depois da bebedeira é importante beber água, se for possível tome um banho e faça uma refeição, evitando é claro, alimentos gordurosos e muito salgado.
Isso com certeza irá reduzir de forma significativa a ressaca. Se você não seguir essa dica e sentir os efeitos da ressaca, as dicas não são diferentes, é importante beber muito líquido e se alimentar bem. Tome um café da manhã completo e o mesmo vale para o almoço. Frutas, iogurte, arroz, pães e sopas são alimentos aconselhados, com certeza irão diminuir os sintomas da ressaca.

BENEFÍCIOS DO CAFÉ


Beber café é uma ótima maneira de começar o dia, pois o mesmo alimenta e nos faz acordar. A boa notícia para os fãs da bebida, é que foram descobertas propriedades no café que ajudam a previnir o câncer de próstata.
Existem muitos estudos sobre qual seria a quantidade ideal de café por dia, apenas um copo ou muitos, ainda não se sabe, mas é certo que a bebida traz inúmeros benefícios à nossa saúde.
Um estudo com de cerca de 48.000 homens revelou que aqueles que bebiam mais de seis xícaras de café por dia tinham um risco 60% menor de desenvolver câncer de próstata letal, em comparação com pessoas que não tomavam café.
A redução do risco de desenvolvimento de câncer de próstata  foi semelhante entre as pessoas que consomem muito café e quem consome moderadamente. Portanto, a cafeína não é o elemento maravilha, o que de fato é uma boa notícia para aqueles que fazem uso exagerado de cafeína.
O consumo de café melhora consideravelmente o metabolismo da glicose, tem efeitos anti-inflamatórios e também antioxidantes, além de afetar os níveis dos hormônios sexuais, os quais desempenham um papel fundamental na progressão do câncer de próstata.

CUIDADOS COM DIETAS NA ADOLESCÊNCIA:




Dietas extremas e distúrbios alimentares que começam na adolescência, muitas vezes podem ter sérias conseqüências na idade adulta. Transtornos alimentares, hábitos pouco saudáveis ​​e  comportamentos extremos para controlar o peso, tais como jejum, pular refeições e compulsão alimentar, são alguns deles. Os pesquisadores analisaram dados de 1.030 homens e 1.257 mulheres que foram acompanhados por 10 anos, começando no início da adolescência (cerca de 13 anos de idade) ou adolescência média (cerca de 16 anos).
Cerca de metade das meninas adolescentes e cerca de um quarto dos meninos adolescentes relataram fazer dieta durante o ano anterior. Entre as mulheres nos dois grupos etários, a prevalência da dieta permaneceu constante desde a adolescência até a idade adulta jovem. Para os homens, fazer dieta manteve-se constante na faixa etária mais jovem, mas aumentou entre o grupo de idade mais avançada.
A prevalência do controle de peso e hábitos saudáveis manteve-se constante entre as meninas mais jovens durante o período do estudo. Diminuiu com as meninas mais velhas, mas manteve-se muito alto (61% para 54%). Para o sexo masculino, nos dois grupos etários a prevalência de controle de peso e bons hábitos mantiveram-se constantes. O controle de peso e hábitos saudáveis aumentaram significativamente nos dois grupos etários do sexo feminino, de 8 a 20% no grupo mais jovem das meninas e dos 13 % para 21% no grupo mais velho. O estudo foi publicado na edição de julho do Journal of the American Dietetic Association.
Os resultados do estudo defendem esforços iniciais e em curso com vista à prevenção, identificação precoce e tratamento de comportamentos alimentares desordenados em pessoas jovens. Nutricionistas e outros profissionais de saúde devem perguntar aos pacientes sobre o seu comportamento de dieta na infância até a adolescência.


ESPORTES INDICADOS PARA QUEM PASSOU DOS 40:




Nos dias atuais a preocupação com o corpo é um fator predominante e não mais apenas pelos jovens, quase todas as faixas etárias estão preocupadas ou com o visual estático ou com a saúde, e então a saída é fazer exercícios, malhar e cuidar da alimentação.
Porém o fator tempo é decisivo na hora da escolha das atividades físicas, devemos escolher qual tipo de exercícios levando em consideração nossa idade e também nosso condicionamento físico, pois se até hoje foi foi uma pessoa sedentária não é do dia pra noite que vai sair levantando pesos de 30 kg, é preciso ir com calma e respeitando seus limites.
Uma boa programação para quem deseja começar a se exercitar e já passou dos 40 anos é começar com um bom alongamento, se for fazer musculação iniciar com baixo peso, muitas repetições aeróbicas são bem vindas, como caminhada, natação e corrida. É claro que quando percebemos que estamos ganhando resistência ficamos tentados a aumentar o ritmo, porém é bom ir devagar e adicionar um aumento nos exercícios levemente.
Seguindo esses passos seu corpo logo dará sinais de melhora, tanto na saúde geral quanto no condicionamento físico.

ÔMEGA 3 A FAVOR DA SAÚDE CEREBRAL:



Adotar uma dieta rica em ômega-3 com ácidos gordos-saudáveis, ​​gorduras encontradas em abundância em peixes oleosos, como salmão, podem proteger contra o envelhecimento prematuro dos problemas cerebrais e memória no final da meia idade.
O peixe tem tido por muito tempo uma reputação como um alimento para o cérebro. Diversas pesquisas mostraram a ligação dos níveis sanguíneos de ômega-3 com encolhimento do cérebro, perda de memória leve, e diminui em função cognitiva, todos os quais estão associados com um maior risco de desenvolver a doença de Alzheimer e outras formas de demência.
Em comparação com aqueles com os mais altos níveis sanguíneos de ômega-3, homens e mulheres com níveis mais baixos tinham volumes menores do cérebro e tiveram um desempenho inferior em testes de memória visual e raciocínio abstrato.
Quanto menor o ômega-3, pior é o desempenho. De fato, um cérebro pequeno não é necessariamente motivo de preocupação, já que o cérebro naturalmente diminui com a idade.  As descobertas não significam que as pessoas devem estocar peixe ou óleo de peixe, no entanto, é importante ficar atento quanto a alimentação, adotando uma dieta rica em ômega-3.

MALES DAS BEBIDAS ALCOÓLICAS EM ADOLESCENTES:



O consumo excessivo de álcool pode danificar a memória dos adolescentes, além de causar outros danos (como comprometendo a capacidade de perceber o ambiente ao seu redor). As meninas são mais vulneráveis aos efeitos negativos do consumo excessivo de álcool.
Mesmo que os adolescentes pareçam estar desenvolvidos fisicamente, seus cérebros continuam em processo de desenvolvimento e amadurecimento, principalmente nas regiões frontais do cérebro, que estão associadas aos altos níveis do pensamento. De fato, o uso excessivo de álcool pode interromper o crescimento de células normais do cérebro durante a adolescência, o que pode interferir no rendimento dos adolescentes na escola e na prática esportes.
As  adolescentes que fazem uso excessivo de bebidas alcoólicas ​​tiveram menos ativação de áreas do cérebro, em comparação com adolescentes de sua idade que não bebem. Enquanto isso, os adolescentes que bebiam excessivamente mostram uma diferença menor quando comparados com adolescentes que não faziam uso de álcool. Essa diferença se faz presente pelo fato de existir diferenças hormonais e metabólicas. Por isso, não é indicado o consumo de álcool para menores de dezoito anos, não só por questões de valores e princípios, e sim por questões físicas.

RISCO QUE A BEBIDA COLA OFERECE AOS HOMENS:



Sabemos dos efeitos que bebidas de cola causam ao corpo, mas o que pouca gente sabe é que se esse tipo de bebida é ingerida em uma quantidade superior a de 1 litro, podem trazer problemas de esperma. Um estudo feito com homens que faziam o uso exagerado da bebida mostrou que eles apresentavam uma contagem de esperma 30% menor comparado aos homens que não consomem a bebida.
É importante ressaltar que os homens que faziam uso excessivo desse tipo de bebida também tinham hábitos bem diferentes dos demais, isso com certeza pode intensificar os danos. Foi especulado que a causa seria a cafeína, porém, essa ideia logo foi descartada, pois o café não traz o mesmo efeito e tem uma concentração muito maior de cafeína.
A pesquisa mostrou que homens que mantinham um hábito saudável e não faziam uso exagerado de bebidas de cola, apresentaram uma qualidade maior do esperma, 50 milhões de espermatozoides por mililitro de sêmen, enquanto os homens que ingeriam mais de 1 litro da bebida diariamente apresentaram uma diferença significativa, 30 milhões de espermatozoides por mililitro de sêmen.
OS PERIGOS DO CONSUMO DE REFRIGERANTES EM EXCESSO:


Os refrigerantes hoje em dia já fazem parte da rotina de muitas pessoas sendo para acompanhar refeições, lanches ou para matar a sede e refrescar o calor. No entanto, a bebida artificial pode trazer muitos riscos à saúde, se consumida em excesso. Os refrigerantes podem provocar a erosão dental, prejudicando-os de maneira irreversível. Além disso os doces estão entre os maiores causadores de cárie.

Males do refrigerante

Os refrigerantes contribuem para a formação de celulite e alteram a distribuição da gordura corporal, fazendo com que ela se acumule em regiões como a barriga. A bebida também pode provocar inchaço, enfraquecer os ossos e prejudicar o estômago, especialmente se forem misturados a limão.
Aqueles que optam pelo refrigerante para matar a sede, acabam se frustrando, já que a bebida aumenta ainda mais a sede logo após ser ingerida. Para este fim, a melhor opção ainda é a boa e imprescindível água. A dica é você ir substituindo os refrigerantes em sua dieta por sucos naturais ou água pura. Isso não quer dizer que você  nunca mais poderá tomar um copo de Coca-Cola, mas o ideal é deixar apenas para festas e finais de semana.

sábado, 1 de setembro de 2012


                  A gordura do bem



26/06/2012 - Revista Veja

Jornalista: Adriana Dias Lopes

A ciência da nutrição passa por uma reviravolta sem precedentes ao afrouxar restrições ao consumo de queijos, carnes e manteiga - antes tidos como vilões.

Poucas questões na medicina foram unanimidade por tanto tempo quanto o impacto das gorduras dos alimentos sobre a saúde. Desde a década de 50, quando surgiram os estudos iniciais avaliando a função do nutriente no organismo, estabeleceram-se dois dos principais dogmas da ciência da nutrição. O primeiro deles é que a gordura saturada, encontrada na carne vermelha, manteiga, chocolate e queijo, entre outras delícias calóricas, faz mal ao coração. Em contrapartida, o outro preceito ensina que a gordura insaturada, abundante nos óleos de canola, girassol, azeite de oliva e peixes, protege as artérias cardíacas. Uma dieta saudável, portanto, seria aquela com a menor quantidade possível de gordura saturada e porções generosas de insaturada. Esses conceitos, no entanto, começam a ser revistos. Estudos recentes propõem uma mudança de orientação, ao afirmar que a gordura saturada não é assim tão vilã e a insaturada nem sempre é a mocinha. Com base nas descobertas, as recomendações sobre o consumo saudável de gorduras passam por inédita reviravolta. É fundamental entendê-la para montar uma dieta equilibrada e prazerosa.

O exemplo mais claro dessa mudança de normas é o da gordura saturada. Até recentemente, conforme os manuais da boa alimentação, o máximo preconizado de saturada era de 7% do total de calorias ingeridas diariamente. Agora, o limite foi estendido a 10*^-. Pode parecer pouco, mas essa diferença equivale a um torresmo. Ou a uma colher e meia de sopa de manteiga. Ou ainda a um bife de picanha. Embora não seja unanimidade entre os especialistas, o afrouxamento nos parâmetros já consta das Diretrizes Alimentares Americanas, da FDA. a agência americana de controle de remédios e alimentos. No Brasil, com o objetivo de orientar médicos e pacientes sobre as novas recomendações. 31 profissionais da Sociedade Brasileira de Cardiologia, entre endocrinologistas, cardiologistas e nutricionistas, acabam de concluir a mais ampla cartilha já feita sobre a associação entre o consumo de gorduras e as doenças cardiovasculares. O documento teve como base a análise minuciosa de uma centena de estudos internacionais publicados nos últimos vinte anos e não deixa dúvidas. Diz o cardiologista Raul Dias dos Santos, professor do Instituto do Coração, em São Paulo, e coordenador das novas orientações: "É a redenção da gordura``.
Em quantidades ideais (aqui se fala de 10%. o novo patamar, que fique bem claro), a gordura saturada é essencial para o bom funcionamento do organismo. Ela integra as membranas celulares e participa do armazenamento das vitaminas A, D, E e K nas células do organismo (veja o quadro nessa página). Em excesso, porém, o nutriente provoca o acúmulo de colesterol ruim, o LDL, nos vasos sanguíneos. Pois bem, a gordura saturada consumida em demasia nem sempre é maléfica. Por um simples e único motivo: ela tem várias versões. Essa descoberta, feita nos anos 90, influenciou a mudança da avaliação do papel das gorduras no organismo e só foi possível com o advento da cromatografia, tecnologia capaz de analisar a composição molecular dos nutrientes dos alimentos. As gorduras são um amontoado de moléculas constituídas sobretudo por átomos de carbono e de hidrogénio. O que difere uma das outras é, basicamente, a proporção entre os dois. Quanto mais hidrogénio, mais danosa será a gordura, se consumida além dos limites recomendados. Em quantidades desproporcionais,os átomos de hidrogénio fazem com que a molécula de gordura se solidifique e adquira um formato uniforme. Tais características facilitam a sua ligação ao LDL, o colesterol ruim, no fígado. Assim, quando o LDL sai do fígado e cai na corrente sanguínea, carrega um grande volume de gordura saturada, lesionando a parede das artérias. Com poucos átomos de hidrogénio, a molécula permanece disforme e leve. o que dificulta a sua entrada no colesterol ruim.




Até pouco tempo atrás, definia-se a gordura vilã apenas pela presença ("saturação") maciça de átomos de hidrogénio em relação aos de carbono. Nos últimos anos, no entanto, as classificações foram aperfeiçoadas. Entre as saturadas, existem aquelas com mais átomos de hidrogénio e de carbono. Por essas novas definições, chegou-se a quatro principais tipos de gordura saturada. A mais perniciosa, quando ingerida em abundância, é a do óleo de coco. chamada láurica. Aos que aderiram à onda recente das pílulas de óleo de coco para emagrecer, fica o alerta. Em vez de uma silhueta enxuta, há o risco da multiplicação de artérias entupidas por moléculas de gordura láurica. O consumo 5% além do limite eleva os níveis de colesterol ruim em 10 miligramas por decilitro de sangue. Isso significa aumentar em 69c os riscos de uma pessoa saudável sofrer um infarto. Depois da láurica, a mais perigosa na lista das saturadas é a gordura encontrada no leite e em seus derivados, conhecida como mirística. Em terceiro lugar, a palmítica, da carne animal. A boazinha entre as saturadas é a que se obtém do cacau, a esteárica. Em vez de se ligar ao colesterol ruim no fígado, ela é convertida em um tipo de gordura insaturada, a gordura do bem, a mesma do óleo de oliva extravirgem, conhecida como oleica.
Dos laboratórios de nutrição à mesa de refeição, no entanto, há um longo caminho. Nos tubos de ensaio, os nutrientes são analisados isoladamente. Quando se transformam em comida, tudo muda. "Caso fosse feito só de cacau, o chocolate estaria entre os alimentos mais saudáveis", diz a nutricionista Ana Maria Lottenberg, do Hospital das Clínicas de São Paulo. O doce, como o conhecemos, é feito de açúcar e leite, o que nos obriga a consumi-lo com moderação. O mais indicado é o com alto teor de cacau. Carne vermelha? Ela também começa a ser reabilitada. Dos cerca de 300 estudos publicados anualmente sobre o alimento, metade condena a sua ingestão, metade a absolve. Há pelo menos vinte anos tem sido assim. Pois bem, metade da gordura que compõe a carne vermelha é oleica, ou seja, a mesma do saudabilíssimo azeite de oliva. A outra metade é saturada. que, quando consumida em doses ideais, como já se viu até aqui. é essencial para o bom funcionamento do organismo.
As primeiras discussões sobre o papel da gordura no organismo têm origem em um estudo de 1957, do fisiatra americano Ancel Keys (1904-2004),da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos. Por meio de estudos observacionais, ele constatou que nas regiões onde a alimentação era rica em gordura vegetal, como Japão, Itália. Grécia e Iugoslávia, os índices de problemas cardiovasculares eram inferiores aos dos países onde o consumo de gordura era preferencialmente de origem animal, como Estados Unidos. Holanda e Finlândia. Esse levantamento, no entanto, apresentava falhas graves. Keys não avaliou outros fatores que poderiam levar aos problemas cardiovasculares, como o sedentarismo. "Apesar das lacunas. as conclusões de Keys inauguraram uma avenida de estudos", diz Ana Carolina Moron Gagliardi Miguel, nutricionista e pesquisadora do Incor. Em janeiro de 1961, o estudo de Keys estampou a capa da revista americana Time. Acima da imagem do médico, a chamada: "Dieta e Saúde". Era o início da demonização da gordura saturada.
Desde as primeiras pesquisas de Keys, o consumo de gordura diminuiu. O de carboidratos aumentou vertiginosamente. "Essa inversão foi a pior coisa que aconteceu na alimentação nos últimos cinquenta anos", diz o endocrinologista Antonio Carlos do Nascimento. Nada menos que 57% do total de calorias ingeridas pelos brasileiros diariamente é proveniente de alimentos ricos em carboidratos simples, caracterizados pela falta de fibras e pela fartura de açúcar e farinha branca, como macarrão, arroz e pão, entre outras bombas brancas. O índice está 2 pontos acima do recomendado, o que representa 2 quilos a mais ao longo de um ano. Nos Estados Unidos, o cenário é ainda pior ? cerca de 609c do montante calórico diário vem dos carboidratos. Não à toa, o número de obesos triplicou tanto lá, entre os americanos. quanto aqui. Hoje. 159c dos brasileiros estão nessa condição.
Grama por grama, o carboidrato tem 4 calorias, contra as 9 da gordura. O problema é que a velocidade de absorção de um espaguete é três vezes a de um bife. Na prática, isso significa que, ao ser ingerido, o espaguete aumenta rapidamente a produção de insulina, o hormônio encarregado de levar glicose às células. "Como o alimento é logo absorvido, em pouco tempo o organismo sentirá fome novamente", diz o cardiologista Hermes Toros Xavier, presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Com o sobrepeso, o processo pode levar a um quadro de resistência à insulina, quando o hormônio não consegue entregar a glicose às células. A resistência insulínica predispõe ao diabetes e aumenta o risco de lesões arteriais.
Um estudo conduzido recentemente por cardiologistas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, comprovou a diferença entre o impacto da gordura e o dos carboidratos simples nas artérias. A pesquisa, uma das principais referências na elaboração do novo documento da Sociedade Brasileira de Cardiologia, acompanhou por seis anos 309 mulheres entre 48 e 79 anos. Todas tinham o mesmo estilo de vida e apresentavam risco de aterosclerose. Com as voluntárias divididas em dois grupos, metade delas consumiu 59c de gordura saturada acima do desejável, e o restante. 109c de carboidratos além do recomendado. Ao cabo da pesquisa, as mulheres do grupo da gordura apresentaram uma redução de quase 69c na progressão da aterosclerose. Entre as voluntárias do carboidrato, a obstrução aumentou em 2.8%. É uma reviravolta sem precedentes na ciência da nutrição, a favor da boa gordura.

 


Hemocromatose, a doença do excesso de ferro
A maioria das pessoas sabe que carência de ferro no organismo provoca anemia, no caso a do tipo mais comum, a anemia ferropriva. Mas muita gente desconhece que a situação inversa – o excesso desse mineral – também pode ter efeitos nocivos para a saúde e causar uma doença chamada hemocromatose.
Trata-se de um problema gerado por uma predisposição do organismo para absorver ferro dos alimentos numa quantidade superior à necessária, o que leva ao acúmulo do mineral nas células e mudanças orgânicas patológicas.
A doença afeta, sobretudo, a população caucasiana (branca), em particular descendentes de celtas e nórdicos, sendo bastante rara entre afrodescendentes. O principal tipo é a hemocromatose hereditária, relacionada principalmente a dois genes de mutação. Nos Estados Unidos, essa é a doença genética mais comum. Na Europa, cerca de 10% da população apresenta manifestações clínicas e/ou somente laboratoriais.
“Apesar dos riscos menores, quem tem apenas um gene de mutação (heterozigotas) também deve ser submetido a avaliações médicas periódicas, principalmente se apresentar sintomas ou outras condições que possam influenciar o funcionamento de um órgão, como gordura no fígado”, alerta o Dr. Nelson Hamerschlak, hematologista e coordenador do Programa de Hematologia e Transplantes de Medula Óssea do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).
Existe, ainda, a hemocromatose secundária, encontrada, entre outras, em pessoas que desenvolvem anemias hemolíticas (devido à quebra anormal dos glóbulos vermelhos) ou que se submetem a muitas transfusões de sangue.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico geralmente é feito pela análise dos estoques de ferro por meio de exames simples de sangue, com dosagem da ferritina (o limite considerado normal é 150 nanogramas por mililitro) e saturação da transferrina (limite normal é 40%). No entanto, mesmo com resultado negativo das mutações, todo paciente com ferritina ou saturação de ferro elevada deve ser investigado. Além disso, é preciso cuidado na análise dos resultados. A ferritina, por exemplo, pode estar elevada em função de outros fatores, como inflamações, hepatites e gordura no fígado.
De acordo com o Dr. Hamerschlak, do ponto de vista bioquímico, 75% dos homens e 40% das mulheres com hemocromatose apresentam saturação da transferrina maior que 50%. A ferritina, por sua vez, está aumentada em 76% dos homens e 54% das mulheres com hemocromatose hereditária. Mas apenas 1% das pessoas que têm o diagnóstico laboratorial vai ter a forma clínica da doença, que inclui principalmente cirrose, insuficiência cardíaca, diabetes e problemas endocrinológicos.
O teste genético pode ser utilizado. Mas ele detecta apenas as mutações genéticas mais freqüentes. Assim, o resultado negativo não significa obrigatoriamente que o paciente não tem a hemocromatose. “Vinte por cento das hemocromatoses hereditárias são negativas para as mutações genéticas clássicas”, informa o especialista do Einstein.
Segundo ele, quando não existem mutações detectáveis, uma ressonância magnética especial permite avaliar a quantidade de ferro nos principais órgãos que estocam esse mineral, como fígado e pâncreas. “A biópsia hepática, por ser altamente invasiva, é pouco utilizada. A exceção são suspeitas de fibrose e presença de hepatite C.          Por esse motivo, a ressonância magnética com a técnica específica para controle do ferro nos órgãos pode passar a ter um papel preponderante, principalmente na indicação do tratamento”, afirma o Dr. Hamerschlak.
O tratamento mais comum é a sangria terapêutica, que consiste na retirada de sangue, como em uma doação, com a diferença de que o sangue é descartado após a coleta. São realizadas retiradas periódicas, inicialmente de uma a duas vezes por semana.
Numa fase posterior, a coleta é espaçada: uma sangria a intervalos de dois a até seis meses. O ferro é um importante componente da hemoglobina, presente nas células vermelhas do sangue. Com a retirada periódica do sangue, o ferro depositado nos tecidos migra para ajudar na formação das novas células de hemoglobina, reduzindo o excesso.
“É difícil alguém que descobre ser portador de hemocromatose morrer dela, pois há várias formas de controlá-la. O problema está naqueles que só descobrem quando já estão doentes, ou seja, quando aparece a ponta do iceberg. Check-ups, com a inclusão de exames laboratoriais de dosagem e saturação de ferritina, permitem identificar a base do iceberg, propiciando a correta orientação e tratamento, prevenindo a evolução para outras patologias” completa o médico. Em resumo: diagnóstico e tratamento da hemocromatose são relativamente simples. Porém, é importante que sejam feitos a tempo, antes que a sobrecarga de ferro comprometa órgãos importantes, aí sim podendo gerar graves problemas de saúde.
Fonte: Eistein saúde. Publicado em 22/06/2012

quarta-feira, 22 de agosto de 2012





Excesso de gordura prejudica o cérebro e pode provocar doenças

Consumo excessivo destrói os neurônios e faz a pessoa querer comer mais.
Além disso, o excesso causa problemas cardiovasculares e nas artérias.

Todo mundo sabe que comer um sanduíche com mortadela, salsicha ou lingüiça é uma delícia. Mas é preciso cuidado porque esses alimentos são gordurosos e, se consumidos em excesso, podem causar problemas para a saúde.

Além disso, pesquisas mostram que o consumo excessivo da gordura saturada de origem animal provoca uma inflamação no hipotálamo, a região do cérebro que controla a fome e a saciedade. Isso destrói os neurônios e a pessoa não se sente mais saciada e come mais.
Além disso, esse excesso provoca também um “estresse” metabólico das células, que ficam desorganizadas.
Por isso, a gordura deixa de ser depositada apenas nas células adiposas e começa a se instalar também em alguns órgãos, como o fígado e o pâncreas.
Outro problema do consumo de alimentos gordurosos é a digestão, que é mais lenta, ou seja, a gordura demora mais para ser eliminada do estômago.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, desde os anos 70, o brasileiro vem mudando sua alimentação com dietas que não atendem às necessidades nutricionais do organismo.
O consumo de refrigerante, refeições prontas, misturas industrializadas cresceu, assim como o de alimentos embutidos, como a salsicha, frios e lingüiças – aumentou em 300%.
A nutricionista Ana Maria Lottenberg recomenda que a gordura represente apenas 30% da alimentação para uma dieta balanceada.

Desses 30%, apenas 7% deve ser gordura saturada. Grande parte deve ser de gordura de origem vegetal, que é a menos prejudicial. Por isso, saber qual a quantidade de cada alimento ajuda a se manter dentro da dieta saudável.



Em uma fatia de mortadela de 50 gramas, por exemplo, tem 12,5 gramas de gordura total, sendo 5 delas de gordura saturada. Ou seja, 25% desse alimento é gordura. Já uma salsicha, também de 50 gramas, possui 13 gramas de gordura, sendo 4 delas de gordura saturada, o que dá 26% de gordura.




Saber escolher o tipo da lingüiça também pode ajudar na dieta. Por exemplo, 50 gramas da linguiça toscana tem 9 gramas de gordura, sendo 4 delas saturada. Isso significa 18% de gordura no alimento, um percentual menor do que os outros. Mas, se você preferir a lingüiça portuguesa, esse percentual aumenta para 32% e isso já é um número preocupante.

Todos esses alimentos são carnes processadas, que não têm ferro e têm poucas vitaminas. Elas têm muito sal, conservantes e gordura e, por isso, não devem ser consumidas com freqüência.
E é importante lembrar também que, durante um dia inteiro, uma pessoa irá ingerir outras gorduras que, somadas à mortadela, por exemplo, ultrapassarão o consumo recomendado.
O modo de preparo também pode interferir nas características do alimento. Por exemplo, a lingüiça ganha entre 5 e 8 gramas de gordura se for frita, o que corresponde a mais ou menos 50 calorias a mais na alimentação. A dica é prepará-la no forno, assada, sem usar óleo ou refogá-la com tomate ou cebola e, se quiser usar um fio de óleo.

Para a nutricionista Ana Maria Lottenberg, a gordura trans, que também se chama gordura vegetal hidrogenada, é a mais prejudicial à saúde. Esse tipo de gordura aumenta o colesterol total e o colesterol “ruim”. Em longo prazo, as conseqüências disso aparecem e podem surgir doenças como infarto e derrame cerebral.
Mas a gordura trans ajuda a melhorar a consistência e aumentar a vida de prateleira de alguns produtos. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que todos os alimentos tragam em sua embalagem a quantidade de gordura trans presente nas fórmulas. 

 fonte: bem estar.

terça-feira, 17 de julho de 2012


Especialistas alertam para os riscos do uso de suplementos alimentares


A Anvisa proibiu a venda de suplementos alimentares com o estimulante DMAA e enviou um alerta aos que correm em busca do corpo perfeito ou da qualidade de vida: cuidado com as promessas milagrosas.

A ANVISA proibiu a venda de suplementos alimentares com o estimulante DMAA.
É uma infinidade de opções, a serviço da busca pelo corpo ideal. Suplementos alimentares fazem parte da dieta de muita gente. Mas alguns estão na lista negra divulgada pela ANVISA nesta semana. Entre eles, o Jack3D, o Oxy Elite Pro e o Lipo-6 Black.
Os três têm em comum a substância dimetilamilamina. Nome complicado, conseqüências imprevisíveis. Às vezes, perigosas, segundo a ANVISA. A dimetilamilamina é um estimulante usado, principalmente, para ajudar no emagrecimento, no aumento do rendimento atlético e até como droga.
“Ela é uma substância que aumenta a freqüência cardíaca, aumenta a pressão arterial e inclusive existem relatos na literatura de hemorragia cerebral pelo uso da dimetilamilamina”, explica Dra. Vivian Ellinger, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.
Em loja, o dono Sérgio Ribeiro garante: não vende os produtos proibidos. E ele acha que os rótulos deveriam trazer mais informações. “Porque a pessoa ficaria com certeza do que realmente tem se tem alguma alergia, alguma contraindicação para ela”
O empresário Lucas Veloso conta que usou um dos suplementos agora proibidos. “Senti um pouco de ansiedade”, afirma.
A modelo Camile Fernandes malha mais de duas horas todos os dias. E afirma que toma cuidado na escolha dos suplementos. “A gente faz questão de estar sempre perguntado, entendeu? Tendo a recomendação certinha, básica”, explica.
A professora de educação física Elizá da Silva dá logo um recado aos desavisados: “Não é um rápido. A atividade física é um pouco cruel. Você tem que começar de forma gradativa. Deve começar de forma bem lenta, orientada principalmente por um profissional de educação física. Vai ter sérios prejuízos à saúde, não vai conseguir o que quer”, afirma.
Além de proibir a importação e a venda de alguns suplementos alimentares, a ANVISA também enviou um alerta aos que correm em busca do corpo perfeito ou da qualidade de vida: cuidado com as promessas milagrosas. Não existem produtos que garantam com rapidez e segurança a perda de peso e o ganho de massa muscular ou a melhoria da aparência.
Aos 47 anos, o bancário Valdo Souza mantém uma rotina de atividades físicas. Boa alimentação e disciplina, ele diz, são os únicos suplementos que usa. “Eu faço musculação, mas normal. Três vezes por semana. Nado duas vezes por semana e faço ioga duas vezes por semana”, afirma.
“Não existe indicação para o suplemento alimentar. Apenas deve ser usado por atletas. E estas pessoas podem e devem usar desde que orientadas por um médico”, explica a médica Vivian Ellinger.
Fonte: Bom dia Brasil. Edição do dia 12/07/2012

terça-feira, 5 de junho de 2012

AULA DE CAMPO HOTEL FAZENDA GOSPEL

CHEGADA A FAZENDA GOSPEL.



ESSA TURMA É SHOW.


HORA DO ALMOÇO.


APRECIANDO O MIRANTE.

CONGESTIONAMENTO PARA CHEGAR AO MIRANTE.


A TURMA SE REFRESCANDO.

QUE PAISAGEM LINDA.


VISTA NO MIRANTE.


O PESSOAL NA TIROLESA.
A TRILHA RUMO AO MIRANTE.

SE PREPARANDO PARA A AVENTURA NA TIROLESA.


RUMO AO MIRANTE.




A TURMA NA TRILHA.

TRILHA.


INTERCLASSE 2012 E.E.E.P. ISAÍAS G. DAMASCENO


2° ANO INFORMATICA


ORIENTAÇÕES DOS ÁRBITROS ANTES DA PARTIDA


1° ANO AGRONEGÓCIO


1° ANO LOGÍSTICA


LANCE DO JOGO 3° INFORMATICA X 1° LOGÍSTICA


3° ANO INFORMATICA


LANCE DO JOGO 1° LOGÍSTICA X 2° INFORMATICA



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