M. LICORES

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LICORES FINOS DE QUALIDADE

domingo, 19 de setembro de 2010

Os perigos dos refrigerantes Zero

A moda dos refrigerantes zero chegou como um alento para os aficionados pela bebida que encaram a dieta. São diversas variações que não apresentam nenhuma quantidade de açúcar, sugerindo riscos mínimos para o regime. Outras opções como, os lights e diets, também confundem muitas pessoas, que acabam colocando o sucesso do regime em risco ao consumir doses excessivas da bebida. E será que eles estão liberados mesmo?O problema é que mesmo nas versões menos calóricas, os refrigerantes se tornam uma ameaça quando o assunto é derrubar o ponteiro da balança ou a escolha de uma vida saudável. Para te ajudar a entender como os eles interferem nos quilos a menos, o MinhaVida conversou com a nutricionista Daniella Camargo, que aponta os principais problemas da bebida. Confira e descubra porque os sucos devem entrar com tudo no seu menu.

Refrigerante na refeição

Já não é novidade que beber enquanto comemos, não ajuda em nada no regime, mas de acordo com a nutricionista Daniella Camargo, quando o assunto é refrigerante o perigo aumenta. "A ingestão de líquidos, principalmente gasosos, dilata o estômago dificultando a digestão e fazendo a sensação de fome reaparecer em poucos minutos", alerta a nutricionista.É aí que o perigo aparece e a ingestão maior de alimentos aumenta. "Logo depois do almoço já estamos morrendo de fome, já que não ficamos satisfeitos com a refeição, mais sim com a impressão de estômago cheio, graças a ingestão da bebida gasosa", explica. "Dessa forma, abusamos dos petiscos e também comemos mais na refeição seguinte".Mas, se você acha impossível se alimentar sem colocar nada líquido na boca, a nutricionista dá a dica. "O ideal é não beber nada, ou então optar pelo suco, principalmente cítricas, porque auxiliam na absorção de ferro, encontrado em verduras, leguminosas e carnes, ou ingerir água, que não tem calorias e não engorda", sugere.
"O sódio em excesso retém líquido, e com isso aumenta o peso"

Zero, diet ou light

Os problemas dos refrigerantes diet, light ou zero estão ligados, em geral, ao aumento do consumo de sódio. De acordo com a nutricionista Daniella Camargo, ele oferece riscos para saúde e para o regime. "Os refrigerantes zero, diet e light não estão liberados na dieta, porque quando se diminui a quantidade de açúcar no refrigerante, é preciso aumentar a quantidade de sódio para compensar o paladar", diz. "O sódio em excesso retém líquido, e com isso aumenta o peso, podendo apresentar problemas para saúde do fígado e rins, por exemplo", explica.A especialista explica que uma dose de refrigerante normal apresenta, em média, 10mg de sódio, enquanto, a opção light varia de 28 a 39mg para uma quantidade de 200ml (um copo médio). "A dose diária recomendada de sódio é de cerca de 1,5g por dia, isso para pessoas que não são hipertensas", explica Daniela Camargo.

Ocasiões especiais

De acordo com a nutricionista, o verdadeiro problema é que as pessoas exageram na dose e costumam tomar refrigerante o tempo todo. "Tomar um copo de refrigerante em um aniversário, por exemplo, não é o fim do mundo. O problema são as pessoas que ingerem, no mínimo, três copos por dia. É ai que os riscos aparecem", diz a nutri.
delicia indicada pelo http://receitando.blogspot.com

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O AÇÚCAR PODE CAUSAR EFEITOS SEMELHANTES A O DA COCAÍNA NO CÉLEBRO.

O açúcar pode causar efeito no cérebro semelhante ao da cocaína, segundo estudos recentes realizados nos Estados Unidos. Atualmente, há evidências convincentes de que os alimentos ricos em gordura, açúcar e sal --como a maioria de junk food-- podem alterar a química do cérebro, da mesma forma como drogas altamente viciantes, como cocaína e heroína.

A idéia, considerada marginal há apenas cinco anos, está rapidamente se tornando uma visão comum entre pesquisadores em razão de novos estudos. Apesar disso, os mecanismos biológicos que levam ao vício em junk food ainda não foram revelados.

Alguns cientistas dizem que há dados suficientes para justificar a regulação governamental do setor de fast food e as advertências de saúde pública sobre os produtos que têm níveis perigosos de açúcar e gordura. Um advogado de campanha afirmou que pode até haver provas suficientes para organizar uma luta legal contra a indústria do fast food por vender alimentos sabidamente prejudiciais à saúde, ecoando as ações judiciais contra a indústria do tabaco nos anos 1980 e 1990.

"Temos que educar as pessoas sobre como seus cérebros são hipnotizados por gordura, açúcar e sal", disse David Kessler, ex-comissário da FDA (agência reguladora americana de alimentos e medicamentos) e agora diretor do Centro para Ciência no Interesse Público, com sede em Washington DC. Mas será que os doces podem ser tão prejudiciais quanto vício em drogas?

Antes de haver qualquer evidência científica sobre isso, foi a indústria de perda de peso que introduziu a ideia ao público. Por exemplo, no livro "Lick the Sugar Habit", publicado em 1988, a autora Nancy Appleton, autodeclarada viciada em açúcar, ofereceu uma lista de verificação para determinar se os leitores também eram viciados em açúcar. Desde então, o conceito tornou-se banal.

Em 2001, fascinado pelo fenômeno cultural emergente, os neurocientistas Nicole Avena, agora na Universidade da Flórida, em Gainesville, e Bartley Hoebel, da Universidade de Princeton, começaram a explorar a ideia de se ter uma base biológica. Eles começaram a procurar sinais de vício em animais que eram alimentados com junk food.

Vício em açúcar

O açúcar é um ingrediente chave na maioria de junk food, por isso eles ofereceram um xarope da substância a ratos, de concentração similar ao do açúcar presente em um refrigerante comum, por cerca de 12 horas por dia. Ao mesmo tempo, outros ratos eram alimentados com água e comida normal.

Depois de apenas um mês nessa dieta, os ratos desenvolveram mudanças de comportamento no cérebro, identificadas por Avena e Hoebel como idênticas às dos animais viciados em morfina. Eles ainda mostraram um comportamento ansioso quando a calda foi removida.

Os pesquisadores notaram que os cérebros dos ratos liberavam o neurotransmissor dopamina cada vez que tomavam a solução de açúcar, mesmo depois de terem bebido por semanas.

A dopamina conduz a busca do prazer --seja comida, drogas ou sexo. É um produto químico do cérebro vital para a aprendizagem, memória e tomada de decisão. "Eu esperava que ela fosse liberada quando eles comessem um alimento novo", afirma Avena, "não com o que eles já estavam habituados. Essa é uma das marcas da dependência de drogas.

A evidência encontrada foi a primeira concreta de uma base biológica para a dependência do açúcar que inspirou uma série de estudos com animais.

Os resultados estão entre as novidades mais interessantes em pesquisas de obesidade dos últimos 20 anos, de acordo com Mark Gold, autoridade internacional em estudos sobre alcoolismo e chefe do departamento de psiquiatria da Universidade de Medicina da Flórida.

Desde o estudo de Avena e Hoebel, dezenas de outras pesquisas em animais confirmaram os resultados. Mas foram os recentes estudos em humanos os responsáveis pelas evidências em favor da rotulagem de junk food como um vício.

Cérebros viciados

O vício é comumente descrito como um entorpecente dos circuitos de recompensa desencadeado pelo uso excessivo de alguma droga. Isto é exatamente o que acontece no cérebro de indivíduos obesos, segundo Gene-Jack Wang, presidente do departamento médico do US Department of Energys Brookhaven National Laboratory, em Upton, Nova York. Em outro estudo publicado em 2001 no periódico "The Lancet", ele descobriu uma deficiência de dopamina no estriado do cérebro de indivíduos obesos que era praticamente idêntico ao dos dependentes de drogas.































SONO É IMPORTANTE PARA A SAÚDE FÍSICA E PSICOLÓGCA

A privação do sono pode trazer desde problemas como falta de concentração e aumento do peso, até envelhecimento precoce e diabetes e hipertensão

Dormir cerca de 7 a 8 horas por noite não é apenas uma necessidade de descanso mental e físico, mas acima de tudo metabólico. Durante o sono ocorrem vários processos no metabolismo que, se alterados, podem afetar o equilíbrio de todo o organismo a curto, médio e longo prazo. Estudos provam que quem dorme menos do que o necessário tem menor vigor físico, envelhece mais precocemente, está mais propenso a infecções, à obesidade, à hipertensão e o diabetes.

“É um total contra-senso o fato de num mundo em que cerca de 16 a 40% das pessoas sofrem de insônia, existam aquelas que iludidas pelos valores da sociedade industrial, esforçam-se por reduzir o número de horas de sono diário”, opina o Dr. Barakat, médico especialista em Metabologia, Nutrologia e Fisiologia do Envelhecimento e Ciência do Anti-envelhecimento, membro da International Hormone Society/EUA e fundador do Instituto de Medicina Integrada, Fisiologia e Nutrologia Esportiva Health4Life, em São Paulo. “Com isso, acreditam provavelmente que um corpo "treinado" para dormir menos, permita ampliar o número de "horas úteis" do dia, mantendo o mesmo desempenho. É pura ilusão”, completa.

Segundo Dr. Barakat, alguns fatos comprovados por pesquisas dão uma idéia da importância que tem o sono no nosso desempenho físico e mental. Um estudo realizado pela Universidade de Stanford, EUA, com indivíduos que não dormiam há 19 horas, foram submetidos a testes de atenção. Constatou-se que eles cometeram mais erros do que pessoas com 0,8 g de álcool no sangue - quantidade equivalente a três doses de uísque.

Outro estudo, realizado através de exames de tomografia computadorizada do cérebro de jovens privados de sono, mostra a redução do metabolismo nas regiões frontais (responsáveis pela capacidade de planejar e de executar tarefas) e no cerebelo (responsável pela coordenação motora). Os especialistas concluíram que a falta de sono aumenta a dificuldade de acumular conhecimento, conduz a alterações do humor, falta de criatividade, falta de atenção, memória e equilíbrio.

O sono e os hormônios

A longo prazo, a privação do sono pode comprometer seriamente a saúde, uma vez que é durante o sono que são produzidos alguns hormônios que desempenham papéis vitais no funcionamento de nosso organismo. Por exemplo, o pico de produção do hormônio do crescimento (também conhecido como GH, de sua sigla em inglês, Growth Hormone) ocorre durante a primeira fase do sono profundo, aproximadamente meia hora após uma pessoa dormir.

“A importância da liberação do hormônio GH, durante o nosso, entre outras funções, é ajudar a manter o tônus muscular, evitar o acúmulo de gordura, melhorar o desempenho físico e combater a osteoporose”, explica Dr. Barakat. O especialista explica que outro hormônio, também liberado durante o sono é a leptina, capaz de controlar a sensação de saciedade. Ele alerta que pessoas que permanecem acordadas, por períodos superiores ao recomendado, produzem menor quantidade de leptina, resultando em maior necessidade de ingerir carboidratos, o que pode evoluir para a obesidade.

As fases do sono

São basicamente quatro as fases do sono: a fase 1 é quando a Melatonina é liberada, induzindo o sono (sonolência). Na fase 2, diminuem os ritmos cardíaco e respiratório (sono leve), e é o onde os músculos se relaxam e a temperatura corporal cai. Nas fases 3 e 4 há o pico de liberação do GH e da leptina e é quando o cortisol começa, durante o sono profundo, a ser liberado, até atingir seu pico, no início da manhã. Finalmente, o sono REM - sigla em inglês para movimento rápido dos olhos -, é o pico da atividade cerebral, quando ocorrem os sonhos, o relaxamento muscular atinge o máximo e voltam a aumentar as freqüências cardíaca e respiratória.

É no sono REM que as informações que foram aprendidas durante o dia, são processadas e armazenadas. Se alguém, adulto ou criança, dorme menos que o necessário, sua memória de curto prazo não é adequadamente processada e a pessoa não consegue transformar em conhecimento aquilo que foi aprendido. Em outras palavras: se alguém - adulto ou criança - não dorme o tempo necessário, tem muita dificuldade para aprender coisas novas.

A quantidade ideal de horas de sono, embora seja uma característica individual, gira em torno de 7 a 8 horas diárias. Falando em crianças, é especialmente importante que seja respeitado um período de 9 a 11 horas de sono, uma vez que, quando elas não dormem o suficiente, ficam irritadiças, além de terem comprometimento de seu crescimento (devido ao problema da diminuição do hormônio do crescimento), do aprendizado e da concentração.

Os riscos provocados pela falta do sono, a curto prazo são: cansaço e sonolência durante o dia, irritabilidade, alterações repentinas de humor, perda da memória de fatos recentes, comprometimento da criatividade, redução da capacidade de planejar e executar, lentidão do raciocínio, desatenção e dificuldade de concentração. Já a longo prazo, pode ocorrer falta de vigor físico, envelhecimento precoce, diminuição do tônus muscular, comprometimento do sistema imunológico, tendência a desenvolver obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e gastro-intestinais e perda crônica da memória.

Conselhos para dormir melhor

- À noite, coma somente alimentos de fácil digestão; não exagere nas quantidades.

- Evite tomar café, chás com cafeína (como chá-preto e chá-mate) e refrigerantes derivados da cola, pois todos são estimulantes ("despertam").

- Evite dormir com a TV ligada, pode impedir que a cheguar à fase de sono profundo.

- Apague todas as luzes, inclusive a do abajur, do corredor e do banheiro.

- Vede bem as janelas para não ser acordado pela luz da manhã.

- Não leve livros estimulantes, nem trabalho para a cama.

- Procure usar colchões confortáveis e silenciosos.

- Tire da cabeceira o telefone celular e relógios

- Tome um banho quente, de preferência na banheira, para relaxar, antes de ir dormir

- Procure seguir uma rotina à hora de dormir, isso ajuda a induzir o sono

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Os Perigos da Gordura Vegetal Hidrogenada.

Desconfie dos alimentos sequinhos, aqueles que são fritos, mas não ficam oleosos. A receita desse ;milagre chama-se gordura hidrogenada e, ao contrário do que pensa a maioria, faz muito mal à saúde do ponto de vista cardiovascular.

Vocês sabem mais a respeito dessa gordura?

O nome é esquisito e seus efeitos no organismo ainda estão sendo estudados. Mas já se sabe que há, em vários alimentos, mais um tipo de gordura do mal, o ácido graxo transverso, mais comumente chamado de gordura trans.

Essa gordura entra na composição de diversos alimentos, do bolo da padaria ao biscoito água e sal;. Seu uso deixa esses produtos mais crocantes, sequinhos, duráveis e apetitosos. Mas, além de aumentar os níveis do mau colesterol, a gordura trans também diminui a quantidade do bom colesterol.

Para tentar resolver esse problema, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou que, a partir de 1º de agosto de 2006, as empresas devem especificar nos rótulos o teor de gordura trans de seus produtos.

A: Ácidos graxos
São os principais componentes das gorduras (lipídeos). Quando digeridas, as gorduras fornecem ao organismo energia e ácidos graxos. Estes podem ser do tipo monoinsaturados, poliinsaturados, saturados e trans (gerados, basicamente, no processo industrial de hidrogenação de óleos vegetais mas existentes, em pequena quantidade, em carnes, leite e derivados).

B: Biscoitos
Biscoitos doces e salgados são ricos em gordura hidrogenada e, conseqüentemente, em ácidos graxos trans. Até os populares água e sal e cream cracker muitos consumidos por quem quer fazer dieta ou ter uma alimentação saudável, são ricos nesse tipo de gordura -mais ainda do que os biscoitos recheados.

C: Câncer
Segundo Glaucia Maria Pastore, professora de bioquímica dos alimentos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), há evidências na literatura científica de que o consumo excessivo de ácidos graxos trans pode estar relacionado a uma maior incidência de câncer de mama.

O endocrinologista Antonio Carlos Lerário, diretor da Sociedade Brasileira de Diabetes, explica que, embora ainda não existam estudos conclusivos, suspeita-se que o ácido graxo trans altere o funcionamento da parede celular, principalmente das artérias (nas quais o colesterol produzido pelas gorduras se deposita), o que pode gerar alterações anormais nas células.

D: Diets e lights
Uma das preocupações dos médicos em relação à gordura trans é que ela está oculta em grande parte dos alimentos industrializados e é consumida inadvertidamente. O chocolate diet, por exemplo, é indicado para diabéticos por não conter açúcar, mas pode ter uma quantidade igual ou maior de gordura do que o chocolate convencional. Ao retirar o açúcar, o chocolate fica com sabor e consistência menos agradáveis. A gordura hidrogenada [que gera ácido graxo trans] melhora esses dois aspectos, por isso pode ser utilizada em vários desses produtos", diz o endocrinologista Antonio Carlos Lerário. Pela legislação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), os produtos light são os alimentos com redução mínima de 25% de determinado nutriente ou caloria. Se a redução é na quantidade de gorduras em geral, conseqüentemente conterão menos ácidos graxos trans.

E: Estudos
No Brasil e no mundo, ainda são poucos os trabalhos que especificam a quantidade de ácidos graxos trans presentes nos alimentos. Segundo a nutricionista Vera Lúcia Chiara, professora do Instituto de Nutrição da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), as tabelas nacionais de composição de alimentos não trazem o teor de gorduras trans que eles possuem. Há tabelas com esses valores nos Estados Unidos, mas elas são antigas. Além disso, a quantidade de trans nos produtos muda de uma região para outra. Chiara analisou o teor de trans em alguns alimentos produzidos no Brasil, como sorvetes, biscoitos e batatas frita.

F: Fast food
A gordura trans é utilizada para preparação de alimentos nas redes de fast food porque, além de ser mais durável, "tem uma estrutura que conserva melhor o alimento e o deixa mais atraente. É por isso que a batata frita fica mais dourada e parece mais crocante do que a feita em casa", diz Artur Cotrim Guimarães, chefe do departamento de prevenção do Hospital Pró Cardíaco. Nos EUA, a organização não-governamental Ban TransFats.com processou a rede McDonald's pelo descumprimento de uma promessa, feita em 2002, de cortar drasticamente a utilização de gordura trans.

G: Grávidas e crianças
De acordo com a nutricionista Vera Lúcia Chiara, uma questão que está sendo muito debatida é se gestantes e crianças devem consumir gordura trans. Os ácidos graxos trans competem com um tipo de gordura insaturada, o ácido linoleico, que nosso organismo não produz. Isso atrapalha a produção de outras gorduras que são essenciais ao desenvolvimento neurológico do feto e da criança", explica a nutricionista.

H: Hidrogenada
A gordura hidrogenada é produzida, por meio de um processo industrial, a partir de óleos vegetais ricos em ácidos graxos poliinsaturados. A hidrogenação parcial [reação do óleo com hidrogênio] torna o óleo mais consistente, que passa de líquido a pastoso ou sólido. Esse processo gera ácidos graxos trans", diz o engenheiro químico Homero Souza, gerente de pesquisas e desenvolvimento do grupo Agropalma. A gordura hidrogenada tem larga utilização industrial: entra na composição de bolos, pães, congelados, entre outros produtos.

I: Insaturada e saturada
Os ácidos graxos insaturados são as gorduras mais saudáveis que existem. Eles podem ser divididos em monoinsaturados (cujas maiores fontes são o azeite de oliva, o óleo de canola e o abacate) e poliinsaturados -o ômega 3, presente principalmente nos peixes de água frias, e o ômega 6, encontrado nos óleos vegetais, com exceção dos de coco, cacau e palma (dendê).

Já os ácidos graxos saturados são considerados, ao lado da gordura trans, os mais prejudiciais à saúde. As maiores fontes desse nutriente são os alimentos com gordura animal (como carne, leite e manteiga). Os únicos vegetais que possuem esse nutriente são os óleos de palmeira e de coco.

O consumo elevado de gorduras saturadas aumenta o colesterol total e o LDL (colesterol ruim). De acordo com a nutricionista Liliana Bricarello, as novas diretrizes do National Cholesterol Education Program e da American Heart Association aconselham que a ingestão desse tipo de gordura não ultrapasse 7% do valor calórico diário total.

L: LDL/HDL
Artur Cotrim Guimarães, do Hospital Pró-Cardíaco, do Rio de Janeiro, explica que, no processo de digestão, a gordura se transforma em pequenas partículas e se liga a proteínas, formando lipoproteínas, que podem ser de baixa densidade (LDL, do inglês Low Density Lipoprotein) ou alta densidade (HDL, High Density Lipoprotein). As de baixa densidade aderem às paredes das artérias, gerando mecanismos inflamatórios que aumentam os coágulos e, cumulativamente, formam placas que obstruem as artérias. Ou seja, estão diretamente relacionadas aos problemas cardiovasculares, por isso o LDL é chamado de mau colesterol. O HDL é considerado bom porque as lipoproteínas de alta densidade ocupam o espaço das LDL, diminuindo sua quantidade no organismo. Os ácidos graxos trans, além de aumentar a quantidade de LDL, diminuem a de HDL.

M: Margarina
Por ser produzida a partir de óleos vegetais, ricos em ácidos graxos insaturados, já foram consideradas uma melhor opção às gorduras de origem animal (como a manteiga), fontes de ácidos graxos saturados, que produzem o mau colesterol. Mas hoje, sabemos que o óleo vegetal, ao ser hidrogenado para criar a consistência da margarina, transforma a gordura vegetal em gordura ruim, a trans", diz o endocrinologista Antonio Carlos Lerário. O processo de hidrogenação é a forma mais barata de produzir cremes vegetais (pastosos) a partir dos óleos (líquidos), por isso é o mais utilizado pela indústria.

N: Natural
A maior parte dos ácidos graxos trans é produzida no processo industrial de hidrogenação. Mas esses também existem na natureza em alimentos como carne de animais ruminantes, leite e derivados, conta o engenheiro químico Homero Souza. Porém, a quantidade de ácidos trans nesses alimentos é mínima. Nesses casos, a preocupação é com as gorduras saturadas", diz o endocrinologista Antonio Carlos Lerário.

O: Óleos vegetais
As gorduras de origem vegetal são insaturadas. São a base para a fabricação das gorduras hidrogenadas, mas, em estado líquido, não contêm ácidos graxos trans. Ou seja, o óleo vegetal de uso caseiro óleo de cozinha") não contém gordura trans.

P: Preparação caseira
Quando um produto que contém ácidos graxos trans (certas margarinas, por exemplo) é utilizado para a preparação de alimentos em casa, nem a quantidade dessa substância nem a sua ação no organismo são alteradas, diz Glaucia Maria Pastore, da Unicamp.

Q: Quantidade máxima recomendada
Por não ser necessária ao organismo, não há um valor recomendado de gordura trans a ser ingerida -o ideal é consumir o mínimo possível. Não é como as fibras ou os carboidratos, para os quais há um valor diário recomendado", diz Antonia Aquino, gerente de produtos especiais da Anvisa.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que a ingestão de gordura trans não ultrapasse 1% do valor calórico da dieta. Como cada grama de gordura equivale a nove calorias, um adulto que consome 2.000 calorias diárias não deveria ultrapassar 2 g de gordura trans (o equivalente a menos de 100 g de biscoitos recheados).

R: Rótulo
Atualmente, não adianta procurar no rótulo dos alimentos a quantidade de gordura trans que eles possuem. Somente a partir de 1º de agosto de 2006 as empresas serão obrigadas a especificar, além do teor total de lipídeos e de gorduras saturadas, a quantidade de ácidos graxos trans presentes nos alimentos que fabricam. A determinação foi regulamentada pela RDC (Resolução de Diretoria Colegiada) número 360, da Anvisa, que entrou em vigor em dezembro de 2003.

Por enquanto, o que é possível fazer é verificar no item ingredientes" do rótulo se há a indicação gordura hidrogenada" ou parcialmente hidrogenada" ou óleo vegetal hidrogenado" ou parcialmente hidrogenado". Se houver, é gordura trans na certa.

S: Substitutos
Algumas embalagens de alimentos já trazem, no campo ingredientes", os dizeres gordura interesterificada". Isso significa que os ácidos graxos presentes no produto passaram por um processo chamado interesterificação, que solidifica os óleos vegetais sem que esses tenham de ser hidrogenados. É um processo mais novo do que a hidrogenação. A tendência é que ele comece a ser utilizado com mais freqüência pela necessidade de encontrar uma alternativa à trans", diz Glaucia Pastore, da Unicamp. Segundo ela, a outra saída é usar, durante o processo de hidrogenação, o óleo de palma, que não forma ácidos graxos trans.

T: Transversos
A designação trans" vem de transversos". O nome diz respeito à ordem da cadeia de átomos do ácido graxo. Segundo o engenheiro químico Homero Souza, é uma ordem pouco freqüente na natureza e praticamente inexistente em óleos e gorduras vegetais não refinados.

U: Utilidade
A gordura trans faz mal à saúde, mas traz uma série de vantagens para a indústria alimentícia. Por ser sólida, ela é mais fácil de ser utilizada do que o óleo vegetal líquido. Além disso, valoriza o aspecto dos alimentos. Pães e massas folhadas, por exemplo, ganham uma aparência mais dourada. É um tipo de gordura mais fácil de trabalhar e de estocar, tem menor probabilidade de oxidação e não é tão perecível. Por isso os fabricantes gostam dela", diz a nutricionista Mariana del Bosco Rodrigues, co-responsável pelo departamento de nutrição da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade).

Z: Zero Trans
Nos Estados Unidos, organizações como a Ban Trans Fats e a Trans Free America se mobilizam para que a indústria alimentícia reduza a quantidade de trans nos produtos que fabrica.
Os perigos da alimentação moderna e doenças que eles trazem para nosso corpo...

Açúcar branco.......................(Diabetes, hipoglicemia, cáries, osteoporose)
Enlatados............................................................(Carências nutricionais)
Aditivos artificiais.............................(Câncer, leucemia, dislexia, alergias)
Carnes (acompanhada de hormônios).......................(Câncer, depressão, impotência)
Trangênicos............................................(Depende do acompanhamento)
Presunto, frios................................(Câncer, miomas, cistos, menopausa)
Hamburgers, etc.............................................(Colite, anemia, carências)
Farinhas brancas..................................................(Carências nutricionais)
Sal refinado............................................................(Tireóide, Alzheimer)
Os riscos dos refrigerantes

O que acontece com seu corpo quando você acaba de beber uma lata de refrigerante?
Primeiros 10 minutos:

10 colheres de chá de açúcar batem no seu corpo, 100% do recomendado diariamente.
Você não vomita imediatamente pelo doce extremo, porque o ácido fosfórico corta o gosto.

20 minutos:

O nível de açúcar em seu sangue estoura, forçando um jorro de insulina.
O fígado responde transformando todo o açúcar que recebe em gordura (é muito para este momento em particular).
4A absorção de cafeína está completa. Suas pupilas dilatam, a pressão sanguínea sobe, o fígado responde bombeando mais açúcar na corrente. Os receptores de adenosina no cérebro são bloqueados para evitar tonteiras.

45 minutos:

O corpo aumenta a produção de dopamina, estimulando os centros de prazer do corpo (fisicamente, funciona como com a heroína...).

50 minutos:

O ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, aumentando o metabolismo.
As altas doses de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de cálcio na urina, ou seja, está urinando seus ossos, uma das causas da OSTEOPOROSE.

60 minutos:

As propriedades diuréticas da cafeína entram em ação. Você urina.
Agora é garantido que porá para fora cálcio, magnésio e zinco, minerais que seus ossos precisariam..
Conforme a onda abaixa você sofrerá um choque de açúcar.
Ficará irritadiço(a).
Você já terá posto para fora tudo que estava no refrigerante, mas não sem antes ter levado junto nutrientes que farão falta ao seu organismo.

Pense nisso antes de beber refrigerantes.
Se não puder evitá-los, modere sua ingestão!
Prefira sucos naturais.
Seu corpo agradece!

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