Os riscos das dietas milagrosas
As dietas
que prometem resultados imediatos são enganadoras e podem prejudicar a sua
saúde.
Prometem
a maneira mais rápida de perder peso, mas a defesa do consumidor inglesa
adverte que algumas informações dos livros de dietas podem não ser totalmente
corretas e prejudicar a saúde.
Quais?
Todas
as dietas em que é dado ênfase à perda de hidratos de
carbono. Aquelas que dão conselhos nutritivos equilibrados reforçam
a importância do exercício físico e indicam quem deve ou não iniciar uma dieta
foram elogiados. O problema em reduzir hidratos de
carbono é que o corpo não consegue eficazmente perder gordura. Isto pode
inclusive conduzir a uma circunstância chamada Cetose, que pode causar mau
hálito, náuseas e um gosto desagradável na boca.
A defesa
do consumidor adverte também os seguidores deste tipo de dietas para o perigo
destas conduzirem a falta de fibras e proteínas.
O ideal
será uma dieta equilibrada acompanhada de atividade física regular.
No
entanto, as pessoas que desejarem seguir uma dieta devem procurar um bom
livro de nutrição que «deve claramente indicar grupos de pessoas que não
devem seguir a dieta sem procurar conselho médico». É ainda necessário definir
objetivos realísticos de perda de peso e que privilegiem a saúde e não os
resultados imediatos.
A British
Dietetic Association afirma que as dietas baseadas apenas na ingestão de
proteínas e fibras
não são eficazes e podem até tornar-se perigosas. Comer gorduras e hidratos de
carbono não é prejudicial, desde que sejam ingeridos moderadamente e
em refeições equilibradas. Estes alimentos são de facto os mais calóricos e sem
interesse nutricional (bolos, açúcar, fritos) com exceção do pão, massa, arroz
e o azeite. São muito temidos por quem quer perder peso, por se pensar que
engordam muito; na realidade não se deve deixar de comê-los, pois além de não
serem tão calóricos como se diz, devem ser a base da alimentação, já que são
eles quem fornecem a energia para as atividades físicas. Eliminá-los significa
passar fome, ficar irritada, com dificuldade de concentração, etc.
O
importante é que as pessoas comam equilibradamente mais do que quererem evitar
apenas uma das coisas que fazem mal (quando ingeridas em excesso). Ainda mais
importante, é compreender que todas as pessoas têm necessidades energéticas
diferentes, dependendo de vários fatores como a idade, o sexo, a estatura, o
peso e a atividade física realizada.
Engordamos,
quase exclusivamente, porque a quantidade de calorias que ingerimos, através dos
alimentos, é superior à quantidade de calorias que gastamos no dia-a-dia, em atividade
física e metabolismo interno, produzindo um balanço positivo de energia.
Pelo
contrário para emagrecer não basta apenas ingerir menos calorias, ou apenas praticar
mais exercício físico. A alimentação deve seguir os princípios básicos de uma
alimentação equilibrada, com um menor número de calorias no total, mas na
proporção normal.

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