Vitamina D: importância no crescimento muscular e
controle de gordura corporal
Conhecida
como a vitamina do sol e seus efeitos mais diretos na saúde óssea, a vitamina
D, vem ganhando notoriedade com seus diversos efeitos na fisiologia humana e
neste artigo vamos abordar os efeitos de interesse mais estético.
Possuímos
a capacidade de produzir a vitamina D, através da exposição de raios
ultravioletas e podemos consegui-la da alimentação. A relação direta da
vitamina D e cálcio é o principal mecanismo de explicação no controle de
gordura corporal. Foi descoberto por pesquisadores que quanto menos vitamina D
no sangue, temos maiores concentrações de Paratormônio (PTH), este possuem
efeitos de aumentar os estoques de gordura corporal. Com o consumo correto de
vitamina D temos boas concentrações de cálcio plasmático e este também auxilia
na menor produção de cortisol.
Existe
também relação da vitamina D com os músculos esqueléticos. Por possuir
receptores nos músculos, existem trabalhos científicos, mostrando efeitos
contra atrofia muscular em pacientes hospitalizados e aumento de força em
pacientes acamados. Desta forma, o interesse esportivo também vem ganhado corpo
na literatura, na qual já fora demonstrado, que a proliferação de células
musculares é estimulada pela vitamina D, bem como ela pode ajudar na
recuperação muscular após exercícios extenuantes, por mecanismos nucleares,
diminuindo o processo inflamatório que ocorre neste tipo de exercício. Porém, é
importante salientar que baixos níveis de vitamina D podem ser encontrados em
atletas de alto rendimento, bem como em pessoas fisicamente ativas. Mas se o
indivíduo já possui bons níveis da vitamina no plasma, não se pode atribuir
melhoras no rendimento somente ao cole calciferol.
Outro
mecanismo proposto é que bons níveis de vitamina D está associado a uma
manutenção de testosterona plasmática e redução da proteína SHBG (que se liga a
testosterona inibindo seu efeito nos tecidos) e redução no cortisol plasmático.
Cientistas alemães descobriram que homens com níveis mais altos de vitamina D
apresentavam níveis significantemente mais elevados de testosterona.
De
forma alimentar, possuímos ótimas fontes de Vitamina D, como peixes, leite e
derivados, ovos e vísceras, porém a maioria das melhores fontes possuem elevado
teor de gorduras (que melhora absorção por ser uma vitamina lipossolúvel) e
pela baixa qualidade alimentar que se observa hoje em dia, temos a opção do uso
de suplementos específicos de D3. Para garantir bons níveis de vitamina D, bem
como seus níveis de testosterona e força muscular, pode-se optar pelas
quantidades de 2,000-5,000 unidades internacionais de vitamina D3 por dia às
refeições. O nutricionista esportivo consegue observar os níveis da Vitamina D
no plasma do atleta e assim dependendo do seu status, pode manipular a dieta e
a suplementação dietética para corrigir e ou manter bons níveis plasmáticos.
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