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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Atividade física incidental

Atividade Física Incidental Melhora Capacidade Cardiorrespiratória, diz estudo

Pequenas atividades que não parecem exercícios físicos, como ir buscar um papel na impressora ou percorrer curtas distâncias a pé, são capazes de trazer benefícios à saúde ao longo prazo

Redação ÉPOCA

Você manda um e-mail para se comunicar com um colega de trabalho que senta a poucos metros de você? Vai à padaria próxima de casa usando o carro? Pare com isso. Mexa-se! De acordo com pesquisadores canadenses, a atividade física incidental – aquela que envolve qualquer movimento não chamado formalmente de exercício, pode contribuir bastante para o seu preparo físico.

O estudo, realizado pela School of Kinesiology and Health Studies, em Ontário, e publicado no Medicine & Science in Sports & Exercise, afirma que 30 minutos diários de atividades incidentais são capazes de melhorar a aptidão cardiorrespiratória e trazer benefícios à saúde ao longo prazo.

"O melhor de tudo é que essas atividades não ocupam muito tempo e não são difíceis de fazer”, diz Ashlee McGuire, pesquisadora principal do estudo.

Para chegar ao resultado, os pesquisadores recrutaram voluntários saudáveis, porém sedentários. Eles foram orientados a usarem um acelerômetro, um equipamento que mede a duração e intensidade do movimento, durante uma semana. Os resultados mostraram uma melhora no condicionamento físico dos participantes.

A recomendação da Organização Mundial de Saúde é que cada pessoa pratique 30 minutos diários de atividade física pelo menos cinco vezes por semana.

Anvisa alerta para o consumo de "ração humana"

Produtos com essa nomenclatura prometem emagrecer e dar uma vida mais saudável, mas o órgão avisa que substituir a dieta pelo consumo da ração não é saudável. As rações humanas deverão ter aprovação prévia da Vigilância

Lucas Hackradt

Uma nota publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta terça-feira (7) alerta para o consumo das chamadas “rações humanas”. São produtos compostos por diferentes tipos de ingredientes ricos em fibras que prometem, em muitos casos, ajudar a pessoa a emagrecer. Não só a Anvisa desmente o fato, como aponta para os perigos do consumo da ração humana e afirma que vai regulamentá-la.

O grande problema das rações humanas é o baixo teor que contêm de nutrientes necessários a uma alimentação saudável. Segundo o órgão, as pessoas vêm substituindo refeições inteiras pelas rações na esperança de emagrecerem, o que piora sua qualidade de vida drasticamente.
“A substituição de refeições sem a orientação de profissionais de saúde pode gerar danos que vão de uma simples carência de nutrientes até casos complexos de anemia”, afirma a diretora da Agência, Maria Cecília Brito.

As rações são geralmente compostas por mistura de diferentes cereais, farinhas, farelos, fibras e outros ingredientes, como: guaraná em pó, gelatina em pó, cacau em pó, levedo de cerveja, extrato de soja, linhaça, gergelim. Elas não contêm, portanto, quantidades satisfatórias de outros nutrientes básicos necessários como as proteínas e carboidratos, por exemplo, o que torna a substituição de uma refeição por seu uso perigoso.

“O consumo de produtos com alto teor de fibras, como misturas de cereais, farinhas e farelos, deve estar inserido no contexto de uma alimentação diversificada e saudável”, afirma Maria Cecília.

A diretora da Anvisa diz também que será elaborada uma regulamentação sobre esses produtos evitando a ideia de que se tratam de emagrecedores. “Vale destacar que não é permitida, na formulação de alimentos, a utilização de substâncias farmacológicas e fitoterápicas, tais como ginseng, ginkgo biloba e sene”, diz.

O mito das propriedades medicamentosas, terapêuticas e relativas a emagrecimento não poderão mais constar do rótulo ou do material publicitário das rações humanas. Para utilizar alegações de propriedades funcionais e ou de saúde, a empresa que desejar comercializar esses alimentos deve solicitar registro desses produtos à Anvisa. O cerco às rações humanas proibirá que os produtos sejam comercializados sem aprovação prévia da Anvisa. Principalmente aqueles que prometerem propriedades saudáveis. Nesses casos, a Anvisa testará a eficácia e segurança de cada composto, durante um período no qual sua comercialização ficará proibida. Apenas depois de conseguir o registro, o alimento poderá ser colocado à venda. As empresas que não cumprirem essas exigências estão sujeitas a pagar multas de até R$ 1,5 milhão.

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