M. LICORES

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LICORES FINOS DE QUALIDADE

quinta-feira, 21 de abril de 2011

SUPLEMENTOS

SUPLEMENTOS VALEM SÓ PARA ATLETAS DE ELITE QUE NÃO INGEREM ALIMENTOS SUFICIENTES para suprir as cerca de 3.000 calorias gastas todos os dias. Eles são desnecessários para 80% dos malhadores de academia

PARA QUE SERVE
Antes de rotular os suplementos como grandes vilões, saiba que eles foram desenvolvidos para dar uma dose extra de nutrientes ao organismo de superatletas com o objetivo de melhorar a performance
nas competições e nos treinos. "A indicação vale para os atletas de elite (profissionais) que não ingerem alimentos suficientes para suprir as cerca de 3.000 calorias gastas diariamente", analisa Márcia, que acredita que a suplementação é desnecessária para 80% dos malhadores de academia.

O mestre em educação física Fabio Saba (SP) conta que o consumo cresceu muito nos últimos anos entre praticantes de atividades físicas que não precisam desses acréscimos na dieta. E faz um alerta: "A literatura especializada mostra que não há evidências de que os suplementos fazem diferença no desempenho do exercício para esportistas recreativos que comem de forma adequada". E é aí que mora o perigo. Além de não trazer bons resultados, alguns produtos usados indevidamente ainda surtem efeitos colaterais. Suor excessivo, aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, insônia, alteração na percepção da dor e cansaço (que pode levar a lesões musculares) são os danos mais conhecidos.

"A cafeína, por exemplo, é bastante utilizada porque ajuda na redução da gordura, porém se a pessoa ingerir mais do que 250 mg por dia pode ter agitação, tremores, fadiga, diurese elevada e até dependência. Caso haja a interrupção do consumo há o risco de ter cefaléias severas, irritabilidade, agravamento dos sintomas da TPM e desconforto gástrico", descreve a especialista em nutrição esportiva Simone Maia Martins, da academia Cia. Athletica (RJ). A profissional acredita que a única forma segura e eficiente de ter um corpo magro e definido é combinar a prática regular de exercícios a uma dieta balanceada, que respeite seus horários, paladar e tipo de treinamento.

CAMPEÕES DE CONSUMO

SUPLEMENTO: bebida isotônica.
PROMESSA: hidratar e repor carboidratos.
EFEITOS NEGATIVOS: não há. Diabéticos e hipertensos devem consultar um médico antes de ingerir.

SUPLEMENTO :vitaminas e minerais.
PROMESSA: suprir deficiências dos gastos calóricos durante o treino.
EFEITOS NEGATIVOS: as vitaminas A e D tendem a se acumular e podem causar intoxicação, problemas gastrointestinais e neurológicos. A vitamina C eleva as chances de cálculos renais.

SUPLEMENTO: hipercalóricos.
PROMESSA: aumentar a massa muscular ou repor a energia eliminada na malhação.
EFEITOS NEGATIVOS: engorda.

SUPLEMENTO: proteínas e aminoácidos.
PROMESSA: ampliar os músculos e melhorar o desempenho físico.
EFEITOS NEGATIVOS: faz crescer os níveis de ácido úrico e a quantidade de gordura localizada, além de causar diversas complicações nos rins.

SUPLEMENTO: creatina.
PROMESSA: tornar maior a musculatura naqueles que praticam esportes de alta intensidade e curta duração.
EFEITOS NEGATIVOS: retém água e toxinas e provoca inchaço, dando a falsa impressão de aumento da massa magra.

SUPLEMENTO: maltodextrina, gel de carboidrato e bebidas de recuperação.
PROMESSA: fornecer energia, possibilitar a queima de gordura e recuperar o estoque de energia no músculo.
EFEITOS NEGATIVOS: pode engordar e provocar intolerância gástrica.

SUPLEMENTO: BCAA.
PROMESSA: prevenir ou retardar a fadiga em exercícios de resistência.
EFEITOS NEGATIVOS: costuma sobrecarregar os rins e o fígado com toxinas, especialmente em quem já tem predisposição a esses males.

SUPLEMENTO: fat buner.
PROMESSA: queimar gordura.
EFEITOS NEGATIVOS: desencadeia taquicardia, arritmia e desidratação por causa da produção de suor excessivo.

USO RESTRITO
Há profissionais que prescrevem a suplementação alimentar, mas sempre com muito cuidado, como é o caso da nutricionista especializada em fisiologia do exercício Tânia Rodrigues, da RGNutri Consultoria Nutricional (SP). "Só recomendo depois de adequar a dieta do paciente. Assim é possível manter o rendimento com segurança, controlar o peso corporal e o ganho de massa muscular." A expert afirma que no mercado há uma variedade de produtos com funções específicas ao organismo, sendo divididas nas seguintes categorias:

ENERGÉTICOS
Repõem ou fornecem energia para o treino e são formulados com carboidrato. Costumam ser vendidos nas versões em pó, que devem ser misturadas à água; gel, que vêm num sache individual; e barra de cereais.

PROTÉICOS
Produzidos a partir da proteína encontrada no ovo (albumina), no leite ou na soja, são comercializados em pó ou barra.

COMPENSADORES
São pós elaborados com calorias, proteínas, vitaminas e minerais que devem ser diluídos em suco ou leite.

REPOSITORES
Aqui estão as bebidas esportivas, que têm o objetivo de repor rapidamente a água, os sais minerais e a glicose perdidos e, assim, evitar a desidratação provocada pela temperatura elevada ou por uma atividade intensa ou longa.

AMINOÁCIDOS
São partes que compõem a proteína. O Ministério da Saúde entende que altas dosagens não são seguras para o consumo.

Há lojas espalhadas por todo o país, inclusive dentro das academias, que liberam suplementos sem receita. OS PRODUTOS NÃO SE ENQUADRAM COMO REMÉDIO, POR ISSO TÊM A VENDA LIBERADA

ALERTA VERMELHO
O grande problema da suplementação é a ingestão indiscriminada, que é estimulada pela promessa de se conquistar um corpo atlético sem muito esforço. Outro fator tentador é a venda facilitada: "Há lojas espalhadas por todo o país, inclusive dentro das academias, que disponibilizam a aquisição sem receita. O produto não se enquadra como medicamento, por isso tem a venda liberada", conta o preparador físico Carlos Cintra (SP).

O nutrólogo Mauro Fisberg (SP) teme que, ao não encontrar os resultados estéticos prometidos pelos fabricantes, as pessoas acabem sendo induzidas a escolher algo mais forte e proibido, como os anabolizantes. A pesquisa da nutricionista Márcia Daskal apontou que 11% dos entrevistados que ingeriam suplementos estavam dispostos a utilizar 'bombas'.

A lição que se deve tirar de tudo isso é uma só: não entre na onda da suplementação por influência de amigos. Procure um profissional para ver se você realmente precisa. E, na hora da compra, cheque a embalagem para ver se há registro do Ministério da Saúde.

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